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Boletim da Fiocruz aponta piora no quadro de leitos de UTI Covid-19 no país

Por Redação
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Segundo a publicação, Estado do Rio de Janeiro permanece na zona de alerta intermediário, mas município já entrou para zona de alerta crítico
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Em 12 estados, houve um aumento nas taxas de ocupação. Foto: Divulgação

Um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado nesta quarta-feira (26) aponta uma piora na ocupação dos leitos de UTI para adultos no SUS, com muitos estados ampliando a oferta de leitos para suprir a demanda. Segundo a publicação, em 12 unidades da Federação (UF) houve um aumento nas taxas de ocupação. Das 27 UF, 6 estados e o Distrito Federal estão na zona de alerta crítico. Além disso, 12 estados estão na zona de alerta intermediário, entre eles, o Rio de Janeiro (62%), e 8 estão fora da zona de alerta.

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Os pesquisadores do Observatório apontam que o cenário está nitidamente piorando, embora o avanço da vacinação ajude a desenhar um quadro diferente em comparação a outros momentos mais críticos da pandemia. A Nota Técnica mostra que, mesmo que um número inferior de casos necessitem de internação em UTI, a grande transmissibilidade atual, impulsionada pela variante Ômicron, gera números expressivos que pressionam o sistema de saúde.

Eles ressaltam ainda que a vacinação faz com que indivíduos se tornem pouco suscetíveis a internações, mas a idade avançada e comorbidades podem gerar vulnerabilidades, tendo em vista que uma parte considerável da população ainda não recebeu a dose de reforço e outra parcela não foi vacinada.

Diante desse quadro e em meio à estação mais quente do ano – além de ser um período de férias, que favorece aglomerações, os especialistas reforçam a importância de avançar na vacinação e “endurecer” a obrigatoriedade do uso de máscaras e do passaporte vacinal em locais públicos. Os pesquisadores também sugerem a promoção de campanhas de orientação à população e o autoisolamento, em caso de aparecimento de sintomas da Covid.

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O boletim mostra que Pernambuco (81%), Espírito Santo (80%) e Goiás (82%) se mantiveram na zona de alerta crítico, juntando-se a eles Piauí (82%), Rio Grande do Norte (83%), Mato Grosso do Sul (80%) e Distrito Federal (98%). Na zona de alerta intermediário permaneceram Amazonas (75%), Roraima (70%), Pará (76%), Tocantins (77%), Ceará (75%) e Bahia (67%) e entraram Rondônia (65%), Amapá (69%), Rio de Janeiro (62%), São Paulo (66%) e Paraná (61%), que estavam fora da zona de alerta. Mato Grosso (78%) deixou a zona de alerta crítico e também ingressou na zona de alerta intermediário.

Fonte: Fiocruz

Entre as 25 capitais com taxas divulgadas, 9 estão na zona de alerta crítico: Porto Velho (89%), Rio Branco (80%), Macapá (82%), Fortaleza (93%), Natal (percentual estimado de 89%), Belo Horizonte (95%), Rio de Janeiro (98%), Cuiabá (89%) e Brasília (98%). Catorze estão na zona de alerta intermediário: Manaus (75%), Boa Vista (70%), Palmas (69%), São Luís (64%), Teresina (percentual estimado em 79%), Maceió (65%), Salvador (67%), Vitória (77%), São Paulo (71%), Curitiba (71%), Florianópolis (69%), Porto Alegre (60%), Campo Grande (79%) e Goiânia (75%).

Dados divergentes no município do Rio

O boletim ainda informa que quanto à cidade do Rio de Janeiro, esclarece-se que a taxa apresentada foi obtida a partir de dados do painel da Secretaria Municipal de Saúde, considerando um total de 486 leitos de UTI SRAG/Covid-19 para adultos não bloqueados, entre os quais 10 disponíveis, 274 ocupados por pacientes com Covid ativa, 38 por pacientes pós-Covid e 164 com outros diagnósticos.

Em comparação aos dados providos pela Secretaria Estadual de Saúde, que registra 488 leitos e uma taxa de 77% de ocupação na capital fluminense, nota-se que o número de leitos aproximadamente coincide, mas a taxa difere significativamente, o que pode pôr em xeque a própria taxa do estado.

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