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Prepare-se: Niterói vai cair no choro

Por Sônia Apolinário
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De 17 a 23 de abril acontece o 1° Festival de Choro. Além dos shows, oficinas fazem parte da programação e já estão com inscrições abertas
família souza festival
A Família Souza, de Niterói, abre a série de apresentações do festival. Foto: reprodução Internet

Em 23 de abril é celebrado o Dia Nacional do Choro – considerado o primeiro estilo de música urbana do país, criado ainda no século 19. Em Niterói, a data marca o encerramento do 1° Festival de Choro com a promessa de um Carnaval fora de época, no Centro da cidade.

O evento, que será realizado 17 a 23 de abril, contará com várias atrações que inclui shows e a realização de oficinas. Todas as atrações são gratuitas.

Como músico, percebo que a cidade tem uma relação muito orgânica com o Choro. Ronaldo Bandolim, Silvério Pontes, Rogério de Souza e tantos outros nomes são exemplos de artistas que ganharam o mundo e são ou foram radicados aqui. Esses são os caras que vivem e respiram o Choro em Niterói e que, por isso, atraem outros músicos e artistas para a cidade. Tenho certeza que Niterói, que já tem esse passado com o Choro, é o lugar ideal para esse gênero ganhar um novo capítulo no cenário musical do Brasil – afirmou  Fernando Brandão, músico e Presidente da Fundação de Arte de Niterói.

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Oficinas

Voltadas a alunos de nível intermediário, serão oferecidos 29 oficinas, de diferentes instrumentos como bateria, sax alto, clarinete, bandolim, cavaquinho e pandeiro. A primeira acontece já no dia 17, na Sala Carlos Couto (Rua Quinze de Novembro, 35, no Centro), com foco em cordas e ritmos brasileiros, ministrada pelo produtor musical, arranjador e compositor Sergio Chavazoli.

A participação é gratuita, mas exige inscrição prévia por conta da limitação das vagas. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas aqui.

Apresentações

Abre a programação de shows a Família Souza, dia 19, às 20h, na Sala Nelson Pereira dos Santos (Av. Visconde de Rio Branco, 880, em  São Domingos).

O grupo é formado por Ronaldo do Bandolim, Rogério Souza (violão) e Tiago Souza (viola e bandolim). Os três músicos carregam no DNA a tradição do chorinho de Niterói e a família, que atua nesse gênero musical há três gerações, se apresenta pela cidade desde a década de 1970.

O grupo ficou famoso por agitar a vida noturna da cidade. Nos anos 1990, os encontros que a Família Souza promovia no antigo bar Orquídea se tornaram referência e contaram com a participação de convidados como Luiz Carlos da Vila, Beth Carvalho, entre outros. Esse movimento musical se transformou no CD “Orquídea”, que foi lançado em 1999 pelos irmãos Ronaldo e Rogério em companhia de Silvério Pontes e Marcio Hulk pela Niterói Discos, selo da FAN.

A programação do festival termina com uma Roda de Choro, em plena  Avenida Amaral Peixoto, no Centro. No dia 23 de abril, a partir das 13h, cerca de 200 músicos estarão reunidos para comemorar o Dia Nacional do Choro, na cidade.

O grupo será formado por integrantes da Orquestra Sinfônica Ambulante, da Escola Portátil do Instituto Casa do Choro, da Orquestra da Grota, do Programa Aprendiz Musical e alunos que participaram das oficinas do próprio Festival.

O encerramento do dia será com uma apresentação da Sinfônica Ambulante, a partir das 15h.

Ainda na programação

Baixada Jazz Big Band – Dia 20 de abril, às 20h, no Theatro Municipal de Niterói. O grupo fará um show em tributo a Severino Araújo. A apresentação vai contar com a participação especial de Alaíde Costa, Watson Cardozo, Marcos Sacramento, Lê Santana e Ana Costa.

Choro na Rua – Dia 21, às 20h, no Teatro Popular Oscar Niemeyer. O tradicional grupo de Niterói terá como convidados Marcos Flávio, Everson Moraes e Joyce Moreno. O show prestará uma homenagem a Zé da Velha.

Sexteto do Nunca – Dia 22, às 20h, na Sala Nelson Pereira dos Santos. Grupo participa do festival com o show “Pixinguinha Inédito”. O espetáculo conta com a participação especial de Marcelo Viana e Paulinho Moska, que apresentarão 50 canções inéditas de Pixinguinha.

Para crianças

Quem disse que os pequenos ficariam de fora da programação do festival? Sábado, dia 22 de abril, o Theatro Municipal de Niterói apresenta “O Choro de Pixinguinha”, espetáculo infantil que conta com personagens como Chiquinha Gonzaga, Nelson Cavaquinho e Pixinguinha. A partir das 15h, as crianças de Niterói vão poder se encantar com um dos ritmos mais tradicionais do Brasil.

Dia do Choro

Em 4 de setembro de 2000, foi sancionada lei que criou o Dia Nacional do Choro, a ser comemorado no dia 23 de abril, em homenagem ao nascimento de Pixinguinha (1897-1973) cuja obra mais conhecida é “Carinhoso”.

O choro, ou chorinho, é um gênero da música popular brasileira surgido no Rio de Janeiro, na segunda metade do século XIX. Inicialmente, o choro aparece não como gênero musical, mas como “forma de tocar”, por volta de 1870. Sua origem, portanto, está no estilo de interpretação que os músicos populares do Rio de Janeiro imprimiam à execução das danças de salão europeias, principalmente as polcas, a dança mais popular no Brasil desde 1844.

O carioca Pixinguinha é considerado o músico que consolidou o choro como gênero musical.

 

 

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