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Niterói segue com ocupação hospitalar baixa por Covid

Por Redação
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Na rede privada, há 10 pacientes internados, sendo 2 em UTI; Pesquisadores da Fiocruz reforçam a importância da vacinação e das doses de reforço
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Internações por Covid mantém tendência de queda em Niterói. Foto: Divulgação/Prefeitura

Niterói está bem próximo de zerar o número de pacientes internados em UTI devido à Covid. É o que aponta o último boletim do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde de Niterói e São Gonçalo (SINDHLESTE), divulgado nesta segunda-feira (1). A cidade tem apresentado quedas consecutivas no total de internações. Na semana passada, a ocupação hospitalar na rede privada de saúde era de 23 pessoas. Atualmente, o número caiu para 10. Em leitos clínicos, há 8 pacientes internados, já em UTI há 2. Não há, no momento, nenhuma criança internada.

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No início de julho, 91 pessoas estavam internadas em decorrência de Covid, em Niterói. A redução gradual das internações segue a tendência de queda de casos da doença, no estado do Rio, já apontada pelo Mapa da Covid divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde.

Queda no estado do Rio e em Niterói

Na semana passada, Semana Epidemiológica 30, foram registrados 14.801 novos casos, contra 18.453 na semana anterior. É a quinta semana seguida com redução do indicador, desde o pico na SE 25, com 41.674. Em Niterói, os números obedecem à mesma tendência: foram 280 novos casos, diante de 410 na semana passada, e de um pico de 1.131 registros, na SE 24. Portanto, a diminuição do contágio na cidade já dura seis semanas.

Apesar da melhora dos números, a Covid ainda mata no Brasil. Nas últimas quatro semanas, o boletim da Fiocruz indica que a doença foi responsável por 79,4% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 94,9% dos óbitos no Brasil. Os casos de gripe, relacionadas à Influenza A e à Influenza B, responderam por cerca de 5% das mortes.No estado do Rio, foram notificadas 170 mortes, e, em Niterói, 13. Na maioria, são registros feitos de casos ocorridos em outras datas, mas apenas agora confirmados.

A proteção das vacinas

Segundo a Fiocruz, as vacinas impediram que a pandemia tivesse maior impacto nesta quarta onda. De acordo com os pesquisadores, os dados mostram a alta eficácia das vacinas e das doses de reforço para prevenir internações. O número de pessoas com SRAG que não foram vacinadas foi quase o dobro que entre os que receberam o reforço, no grupo de maiores de 80 anos. Essa relação foi ainda mais alta em outras faixas etárias. Entre os de 50 a 59 anos, a incidência de casos graves entre quem não recebeu nenhuma dose dos imunizantes é mais que o triplo daquela observada entre quem se vacinou com o reforço.

Segundo o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, “as vacinas ajudaram e continuam ajudando a reduzir significativamente o risco de agravamento da Covid, que pode ser cerca de duas vezes maior a depender da faixa etária e status vacinal. A proteção, inclusive, aumenta ainda mais em quem já está com alguma dose de reforço.”

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