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Não é gripe, é Covid. Fiocruz mostra que doença aparece em 80% dos casos de síndrome respiratória

Por Redação
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Boletim InfoGripe mostra aumento de casos no Brasil, mas, no Rio de Janeiro. cenário é de queda
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Novos casos atingem especialmente a população adulta. Foto: Divulgação/Prefeitura de Niterói

O novo Boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira (13), mostra que o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) está em tendência de crescimento de longo prazo – nas últimas seis semanas – para 23 das 27 unidades da Federação (UF). A análise, que é referente à Semana Epidemiológica (SE) 27, que compreende ao período de 3 a 9 de julho, tem como base os dados os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até 11 de julho.

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Neste cenário de aumento do número de casos estão: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Apenas Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo apresentam sinal de estabilidade ou queda nesse período.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas (período de 12/6 a 9/7) a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de apenas 2,4% para influenza A, 0,1% para influenza B, 7,6% para vírus sincicial respiratório e 77,6% para Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de 1,0% para influenza A, 0,1% para influenza B, 1,4% para vírus sincicial respiratório (VSR) e 94,5% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

Faixa etária

Os dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária seguem apontando para amplo predomínio do Sars-CoV-2, especialmente na população adulta. Nas crianças de 0-4 anos o aumento no número de casos de SRAG, que havia sido marcado por crescimento nos casos positivos para vírus sincicial respiratório (VSR), já apresenta predomínio de Sars-CoV-2.

O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, destaca que os dados laboratoriais e por faixa etária mostram que o quadro de crescimento de SRAG foi decorrente do aumento nos casos de Covid-19.

Sudeste é uma das regiões com declínio de casos

A análise das curvas de cada UF indicam que, de modo geral, nos estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste observa-se uma desaceleração no ritmo de crescimento, com alguns estados já indicando formação de platô na análise de curto prazo. No entanto, nas regiões Norte e Nordeste há sinais de manutenção de crescimento ainda em ritmo elevado.

O pesquisador explica que esse cenário pode estar associado ao fato de que a metade sul do país iniciou esse processo de crescimento mais cedo, ainda em abril. Já na metade norte esse movimento se inicia com maior clareza a partir de final de maio e início de junho. “No Paraná e no Rio Grande do Sul observam-se indícios de retomada do crescimento em crianças, contrastando com o sinal de platô nos adultos, indicando que o cenário ainda é instável e exige cautela”, ressalta Gomes.

Capitais

Dezenove das 27 capitais apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Salvador (BA), São Luis (MA), Teresina (PI) e Vitória (ES). Um total de 5 macrorregiões encontram-se em nível pré-epidêmico; 12 em nível epidêmico; 77 em nível alto; 23 em nível muito alto; e 1 em nível extremamente alto.

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