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Covid matou mais em Niterói que doenças respiratórias em cinco anos

Por Redação
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Cidade tem 2.474 mortes por Covid desde o início da pandemia; contra média de 500 mortes por ano por doenças respiratórias, antes de 2020
Rio registra aumento de casos de Covid. Foto- Divulgação:Prefeitura de Niterói
A pandemia ainda não terminou, mas já é possível avaliar o impacto da doença na cidade. A Covid matou de março até agora 2.474 mortes, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. Em 2019, antes do Coronavírus, a cidade teve 4.780 mortes. Naquele ano, 583 pessoas morreram em decorrência de doenças respiratórias. A Covid mais que dobrou este risco. Já matou quase tanto quanto as doenças respiratórias em cinco anos.
Os dados do IBGE mostram que Niterói apresentava uma oscilação do número de mortes por ano com pequenas variações. Pelas estatísticas de 2019, as principais causas de morte, na cidade, foram, então, doenças cardíacas e da circulação (1.113), tumores (927), doenças respiratórias (583) e fatores externos, como acidentes (473).
A pandemia não terminou
Na avaliação da Organização Mundial da Saúde a pandemia ainda não terminou. Especialmente pela disparidade da aplicação da vacina nos países do mundo. Na Africa, por exemplo, as taxas ainda estão abaixo de 20%, insuficientes para o controle da doença. Mas nos países que conseguiram aplicar as duas doses da vacina em 70% da população adulta, os indicadores diminuem e a doença tende a se tornar endêmica, apesar do risco do surgimento de novas variantes do Coronavírus.
Em Niterói, os indicadores têm sido positivos, com forte queda na redução do contágio. Na última Semana Epidemiológica, a SE 44, Niterói registrou 187 novos casos da doença, menor número desde março. A taxa de ocupação das vagas de UTI reservadas para doentes de Covid está em 11% na rede do SUS e em 9% nos hospitais privados – e muitos leitos começam a ser destinado ao atendimento de outras doenças.
A cidade que tem população estimada de cerca de 515 mil moradores, já vacinou 91,6% da população adulta. E já aplica a terceira dose, a dose de reforço, para os moradores acima de 60 anos.
A recomendação da Secretaria de Saúde, apesar dos resultados, é que os moradores continuem a usar máscaras e a seguir, sempre que possível, as medidas de proteção, como manter o distanciamento e lavar as mãos com frequência. O uso de máscaras foi liberado nas praias e para a prática de atividade física. Mas continua a ser exigidos em lugares públicos.

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