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Hospital Oceânico permanecerá na rede municipal de saúde em 2022

Por Livia Figueiredo
| liviafigueiredo@aseguirniteroi.com.br
Plano Municipal de Saúde Participativo inclui hospital como unidade de urgência e emergência do município
Hospital Oceânico fica em Piratininga. Foto- Prefeitura de Niterói
Hospital Oceânico vai se chamar Gilson Cantarino. Foto: Divulgação

A mudança do nome do Hospital Oceânico para Doutor Gilson Cantarino, em homenagem ao médico sanitarista, considerado pai do Programa Médico de Família e ex-Secretário de Saúde de Niterói, que faleceu na manhã da última sexta-feira (22), dá a pista: o hospital, surgido para atender a emergência da Covid, será mantido na rede municipal após a pandemia.

Nesta terça-feira, o A Seguir: Niterói teve acesso à versão preliminar do Plano Municipal de Saúde Participativo, que entra em vigor em 2022 e se estende até 2025. No documento, o Hospital Oceânico aparece como um dos integrantes da rede municipal, ao lado de outros hospitais como o Carlos Tortelly, Hospital Getulio Vargas e Hospital Orêncio de Freitas. O plano destaca que o hospital manterá referência para tratamento à Covid.

A discussão no governo no momento é quanto à forma de integração do hospital á rede pública, se permanecerá arrendado a longo prazo ou será comprado, definitivamente. A princípio, o arrendamento estava previsto por seis meses a contar de agosto deste ano, conforme antecipou o A Seguir. Outra questão é quanto à vocação do hospital. Hoje, com a redução dos casos de Covid, ele pode atender outras doenças e deve ganhar uma área de oncologia.

A prorrogação do arrendamento do prédio onde funciona o hospital foi publicada no Diário Oficial em 13 de agosto. O valor do contrato é de R$ 900 mil. Fundado com a prerrogativa de ser um hospital de campanha para o atendimento das vítimas de Covid, o Hospital Oceânico segue funcionando mesmo com a redução do número de internações pela doença. Com a renovação do contrato de arrendamento, a Secretaria Municipal de Saúde passou a oferecer tratamento para as principais sequelas da doença, como fisioterapia e terapia respiratória.

O Hospital Oceânico ocupa um prédio arrendado pela Prefeitura e é totalmente equipado para o atendimento dos pacientes contaminados pela Covid. Foi um dos maiores acertos no combate à pandemia e, na última campanha eleitoral, a sua manutenção foi defendida por unanimidade de todos candidatos ao governo. O hospital é um dos mais conceituados da rede pública no tratamento da Covid e aparece entre os melhores do país. Festejou há poucos meses a marca de 2 mil pacientes recuperados. Foi, ainda, um dos primeiros do Brasil abertos exclusivamente para dar suporte às vítimas da Covid e que no auge da pandemia chegou a ceder leitos para o SUS.

No Plano Municipal de Saúde Participativo, é citado que o Hospital Oceânico foi fundado em tempo recorde e que foi o primeiro hospital público exclusivo para tratamento da Covid, mas não há detalhes sobre como será a sua gestão. O que é certo é que a drástica redução do número de internações fez com que a Secretaria Municipal de Saúde adotasse novas linhas de ação, delineadas a partir de outros objetivos. Procurada pelo A Seguir: Niterói, a Prefeitura, até a publicação desta reportagem, ainda não respondeu os questionamentos sobre como será a administração hospital nos próximos anos, se pretende desapropriá-lo ou estender o arrendamento por um prazo mais longo.

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