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Complexo Hospitalar de Niterói tem aumento de 25% de pacientes internados com Covid

Por Livia Figueiredo
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No momento, CHN tem 38 pessoas internadas com Covid, sendo 12 em CTI e 26 em quarto particular
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Cresce a procura por leitos, em Niterói, em decorrência de Covid. Foto: Divulgação

Passou de bandeira amarela para laranja, de risco moderado para Covid-19, o Mapa de Risco para a doença no Estado do Rio de Janeiro e esse aumento já teve efeito na taxa de ocupação hospitalar em Niterói. Nesta segunda-feira (24), por exemplo, o Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), tem, até a publicação desta reportagem, 38 pessoas internadas em decorrência da Covid-19, sendo 12 em CTI e 26 em quarto particular. O aumento da ocupação é de 25% em relação à primeira semana de janeiro. Já o hospital Niterói D’Or possui 30 pessoas internadas com Covid. A maioria é de pacientes que possui alguma comorbidade ou de idade avançada. De acordo com o diretor médico, Luiz Abelardo, o cenário é bem distinto se comparado a 2020, devido à vacinação.

Mesmo com o aumento da taxa de ocupação hospitalar, a alta cobertura vacinal deixa a cidade ainda em uma situação de controle. No momento de maior gravidade da pandemia, os hospitais privados da cidade, somados, já chegaram a ter 450 pacientes internados com Covid, sendo 217 em UTIs e 233 em enfermarias ou quartos. Essa média foi registrada na semana epidemiológica 13, entre 28 de março e 4 de abril. No auge da pandemia o Niterói D’Or chegou a reservar andares inteiros da unidade para tratamento da Covid.

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De acordo com o Sindicato dos Hospitais Clínicas e Casas de Saúde de Niterói e São Gonçalo (Sindhleste), na última segunda-feira (17), Niterói possuía 63 pacientes internados com Covid nos quartos. Em leitos de UTI, eram 52 pacientes. Um aumento de 259%, tendo em vista que na semana anterior havia 15 pessoas em quartos particulares e 17 em UTI. Depois de chegar perto de zerar casos no fim do ano e de três semanas sem mortes, a cidade já registra duas mortes por complicações da Covid em 2022.

A maior procura por leitos pode ser atribuída à crescente circulação da variante da Ômicron, que é 10 vezes mais transmissível que a Delta, além do relaxamento das medidas de isolamento social, o que cria um cenário propício para a propagação e surgimento de variantes mais transmissíveis.

Na virada do ano, havia apenas três pessoas internadas em Niterói. O registro de novos casos supera as piores marcas de contágio, desde o início da pandemia. Em apenas um dia, na semana passada, a Prefeitura de Niterói informou mais de 2 mil casos. A doença, no entanto, leva tantos casos para a UTI como a variante Delta, no ano passado: de 128 vagas reservadas apenas oito estão ocupadas, uma taxa de 7%.

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