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Aplicada pela primeira vez a vacina contra Covid 100% nacional

Por Redação
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Nesta quinta-feira (13) começou, oficialmente, o estudo clínico que aplicará o imunizante em 90 voluntários, com idades entre 18 e 55 anos de idade.
vacina brasileira primeira aplicação
Wenderson Nascimento Souza foi o primeiro brasileiro a receber a vacina brasileira contra Covid-19 Foto: Neila Rocha (ASCOM/SEAPC/MCTI)

O técnico de segurança patrimonial Wenderson Nascimento Souza, de 34 anos, foi o primeiro brasileiro a receber uma dose da vacina nacional contra a Covid-19. Nesta quinta-feira (13) começou, oficialmente, o estudo clínico que aplicará o imunizante em 90 voluntários, com idades entre 18 e 55 anos de idade.

A aplicação do imunizante em Wenderson foi feita pelo secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (Sepef/MCTI), Marcelo Morales, na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Salvador.

A fase 1 do estudo escolherá, de forma randomizada, a dose mais segura e o regime de dose que estimula resposta durável de anticorpos que neutralizam o organismo contra o novo coronavírus.

– Vamos medir a resposta imunológica específica e avaliar a imunidade celular dos participantes – explicou o médico infectologista Roberto Badaró, responsável pela pesquisa e pelo desenvolvimento da vacina.

Sua expectativa é de que a primeira fase do estudo seja concluída em três meses e, se tudo der certo, em um ano ou pouco mais a vacina já esteja disponível. Na fase 2, que terá a participação de 400 voluntários, será testada a eficiência da vacina; e a fase 3 é a da administração em larga escala.

Segundo Badaró, a vacina brasileira, que é de terceira geração, apresenta alguns benefícios específicos, como o uso de um número menor de componentes, podendo ser aplicada em doses mais baixas e sem a necessidade de imunizações seguidas.

– Poderemos, em um sequenciamento e com a capacidade de sintetizar em uma única proteína as cinco variantes, ter uma vacina com as cinco variantes, no futuro. Portanto, podemos ter a vacina que rotineiramente será utilizada”, informou o infectologista.

A vacina RNA MCTI CIMATEC HDT é composta de duas partes, que são misturadas antes da aplicação: uma molécula de replicon de RNA (repRNA) e uma emulsão composta por água e um tipo especial de óleo e moléculas magnéticas, chamada de Lion, que ajuda a proteger a molécula do repRNA e faz o transporte até as células alvo.

Uma vez dentro das células, o repRNA é reconhecido como RNA mensageiros pelos ribossomos, que são estruturas que produzem as proteínas, com as instruções trazidas pelo RNA. Os ribossomos fabricam inicialmente o replicon, que gera várias cópias de si mesmo e, depois, as proteínas do coronavírus, que são quebradas em pequenos pedaços e expostas a nosso sistema imunológico. O organismo então identifica os fragmentos como algo estranho e passa a produzir anticorpos contra o novo coronavírus.

O desenvolvimento pré-clínico e clínico da vacina tem a participação dos Estados Unidos, Brasil e Índia, por meio de parceria entre as empresas HDT BioCorp. (Estados Unidos), Senai Cimatec (Brasil) e Gennova Biopharmaceuticals (Índia). No Brasil, a parceria conta com o apoio da RedeVírus e com o financiamento do MCTI.

Coronavac para crianças

O Instituto Butantan segue na pesquisa da produção da vacina CoronaVac para crianças. No último dia 10 de janeiro, a Anvisa recebeu novos dados que havia solicitado ao Instituto. Dizem respeito à apresentação de informações relativas a uma pesquisa conduzida pelo Ministério da Saúde chileno, que buscou avaliar dados de efetividade do uso (dados de vida real) da vacina CoronaVac para crianças. Também foram solicitados pela Agência ajustes no Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) da vacina.

Por se tratar de uma solicitação de autorização de uso emergencial, a decisão é tomada pela Diretoria Colegiada, com base em subsídios apresentados pela Gerência-Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED) e pela Gerência de Farmacovigilância (GFARM). Cada diretor elaborará seu voto e, caso haja maioria simples para a aprovação, o uso emergencial será concedido.

Leia mais: Primeira remessa de vacinas para crianças já chegou ao Brasil

Com Agência Brasil e Anvisa

 

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