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Apesar de cenário favorável, pandemia ainda não acabou, alerta boletim da Fiocruz

Por Redação
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Pesquisadores recomendam a manutenção do uso de máscaras em locais fechados, bem como a apresentação do passaporte vacinal em prédios e transportes públicos
Os agentes verificam a temperatura de uma mulher usando uma máscara protetora depois que ela desce de um ônibus público, com o Pão de Açúcar em backgorund
Foto: Divulgação/Prefeitura

A nova edição do Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgada nesta sexta-feira (29), aponta para a manutenção da tendência de queda dos principais indicadores da pandemia, devido aos avanços na vacinação. Porém, o documento ressalta as desigualdades na vacinação, ainda existentes, em diferentes estados e municípios brasileiros e recomenda a combinação de medidas protetivas nas regiões com menor cobertura vacinal, como o uso de máscaras em locais fechados, assim como a apresentação do passaporte vacinal em prédios públicos, transportes públicos e espaços de trabalho.

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O boletim também reforça que a transição para as próximas fases da pandemia deve vir acompanhada de planos e planejamento de curto, médio e longo prazos e traz algumas recomendações nesse sentido.

– Ainda é necessário ampliar a segunda dose e investir em grupos etários que tenham menor adesão à aplicação da vacina. Além disso, é fundamental reforçar a importância e a necessidade da terceira dose, que não pode ser vista apenas como uma dose extra – alerta o boletim.

Os pesquisadores do Observatório ressaltam que é essencial a promoção de campanhas de sensibilização da população sobre a necessidade absoluta de aumentar a cobertura vacinal de reforço entre idosos, além da aplicação das doses entre as crianças.

O boletim reforça também a importância da vacinação contra a influenza para o público-alvo da primeira etapa, compreendido por pessoas de 60 anos ou mais, assim como trabalhadores da saúde. A segunda etapa da campanha de vacinação contra a influenza será iniciada em 3 de maio.

Recomendações

Entre as recomendações dos cientistas estão fortalecer a capacitação das equipes de epidemiologia de campo e de laboratório para o aprimoramento da investigação etiológica; a introdução de estratégias de vigilância de Síndromes Respiratórias Agudas (SRG) integrando a Covid-19; e reforço da vigilância genômica para a detecção e caracterização de novas variantes.

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