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Uma retrospectiva de 2021 de Niterói pelas pessoas que se destacaram na cidade

Por Fabiana Batista
| aseguirniteroi@gmail.com
As mulheres foram maioria na lista elaborada pelo A Seguir Niterói para lembrar quem fez a diferença na cidade.
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“Pessoas com muita voz se calaram na calamidade”, Samantha Schmütz Foto: Divulgação “Edifício Brasil”

Jo Grassini foi responsável pela criação das estátuas em homenagem a Paulo Gustavo. Maria Fernandes foi a primeira adolescente a ser vacinada no estado, enquanto sua mãe fez parte do movimento que tornou Niterói a primeira cidade fluminense a vacinar adolescentes com comorbilidades. A influenciadora digital Gabi DePretas realizou o sonho da maternidade e conseguiu, depois de dois anos, adotar duas crianças. E a velejadora Martine Grael levou Niterói ao lugar mais alto do pódio depois de conquistar o ouro nas Olimpíadas de Tóquio.

Essas são algumas niteroienses que se destacaram, em 2021. As mulheres foram maioria absoluta na lista elaborada pelo A Seguir Niterói, para lembrar quem fez a diferença na cidade. Assim, por intermédio delas, fazemos uma retrospectiva do ano.

 

 

 

 

 

Escultora das estátuas de Paulo Gustavo e Dona Hermínia Foto: Arquivo pessoal

Jo Grassini

Após a morte do ator Paulo Gustavo, em maio, Niterói ficou de luto por três dias e o homenageou de diferentes formas: trocou o nome da rua Moreira César pelo seu; criou um circuito cultural por lugares relacionados com ele e levou para o Campo de São Bento, em Icaraí, duas estátuas, uma dele e outra de Dona Hermínia, sua personagem mais popular. Bastaram alguns poucos dias para as estátuas se tornarem atração turística da cidade e um dos “modelos” mais fotografados de Niterói.  

A responsável pelas esculturas foi Jo Grassini. Artista reconhecida na cidade, começou a fazer arte aos 4 anos, esculpindo sabonete. Aos poucos, transformou esse hobby em profissão. Muitos dos seus trabalhos já foram vistos em exposições realizadas em espaços como Museu dos Bondes e Espaço Cultural Correios de Niterói.

“Pessoas com muita voz se calaram na calamidade”, Samantha Schmütz Foto: Divulgação “Edifício Brasil”

Samantha Schmütz 

Atriz há duas décadas e dona de uma voz talentosa, Samantha Schmütz não passou despercebida em 2021. “Pessoas com muita voz se calaram na calamidade”, esta frase, dita em uma entrevista, resume o seu ano. Ela fez críticas ao atual governo federal e também deu puxões de orelha em colegas de profissão que demonstraram descaso com a pandemia. Em seu novo clipe musical “Edifício Brasil”, lançado em novembro, expôs temas como o caso de Miguel, menino que morreu ao cair do 9º andar, em Recife, devido ao descaso da patroa de sua mãe.

Samantha começou a atuar em 2004, na peça “Surto”, com o amigo Paulo Gustavo e dali não parou mais. Na TV, se firmou como comediante em atrações como “Zorra Total”. Atualmente, pode ser vista no programa “Vai que cola”, exibido pelo canal Multishow.

Irmã Carine durante distribuição de quentinhas, na Avenida Amaral Peixoto. Foto: Reprodução Coluna do Gilson

Irmã Carine

Durante a pandemia, muita gente criou projetos sociais ligados à alimentação para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade. Em Niterói não foi diferente. Uma dessas iniciativas foi realizada pelas freiras do Colégio Nossa Senhora das Mercês, que distribuíram, pela cidade, quentinhas para pessoas em situação. 

A freira Carine, de 30 anos, que é da República do Congo, mas mora em Niterói há quase dez anos, se destacou em seu grupo. Ela se ocupou de nutrir o corpo e a alma das pessoas beneficiadas pelas ações sociais. Além de levar alimentos, ela distribuía abraços e palavras de conforto.

“Árvore do pão” na rua Álvares de Azevedo, próximo à Paulo Gustavo. Foto: Arquivo pessoal

Cecília Maria Câmera Castro Freitas

Desde setembro, quem passou pela rua Álvares de Azevedo, próximo à Paulo Gustavo, possivelmente se deparou com uma sacola cheia de pães franceses pendurados em uma árvore com um aviso: “Quem precisa pega; quem pode, põe”. A iniciativa é da professora Cecília Maria Camara Castro Freitas, que viu algo parecido nas redes sociais e decidiu reproduzir, em Niterói.

Em entrevista para o Globo, ela explicou o que a motivou: “Hoje, em Icaraí, você não dá dez passos sem que alguém estenda a mão pedindo dinheiro. (…) É muito triste ver alguém pedindo esmola. Espero que essa seja uma árvore de amor, que diminua o sofrimento das pessoas”.

Papai Noel de Niterói em ação na cidade Foto: Divulgação

Papai noel de Niterói

Há 35 anos atrás, o ator e diretor de teatro infantil, Carlos Augusto Freitas, que já realizava ação social em hospitais e orfanatos, decidiu iniciar uma nova empreitada como forma de agradecer a Deus pela filha recém nascida. No Natal, se vestiu de Papai Noel e começou a visitar locais que já faziam parte da sua rotina. 

O projeto deu certo e cresceu. Em 2021, ele foi convidado a ser o Papai Noel oficial de Niterói e, para a alegria da criançada, rodou pelos bairros de barba branca e roupa vermelha e branca. Além disso, também neste ano, criou, junto com a esposa, o projeto Casa do Amor, onde distribui alimentos para pessoas em situação de rua.

Primeira adolescente a se vacinar contra a Covid-19 é de Niterói Foto: Reprodução/Rádio Tupi

Maria Fernanda Fróes Linhares e sua mãe Beatriz Fróes

Cinco meses depois da primeira pessoa ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil, chegou a vez de outra dose de esperança. A primeira adolescentes, Maria Fernandes Fróes Linhares, foi vacinada, no estado do Rio, em junho. Niteroiense, a menina de 17 anos tem Síndrome de Down. Sua mãe, Beatriz Fróes, também fez história ao participar do movimento de mães que tornou Niterói a primeira cidade fluminense a vacinar adolescentes com comorbilidades.

Martine Grael e Kahena Kunze, em Niterói, após conquista de medalha de ouro nas Olimpíadas de 2021 Foto: Divulgação Prefeitura

Martine Grael 

Já campeã olímpica, campeã mundial de iatismo na classe 49er FX e eleita a melhor velejadora do mundo pela Federação Internacional de Vela, Martine Grael levou Niterói ao pódio mais uma vez nas Olimpíadas de Tóquio. Sobrinha do prefeito de Niterói Axel Grael, filha do bicampeão olímpico Torben Grael, ela veleja em águas niteroienses desde os quatro anos e reconheceu, ainda em Tóquio, que os treinos na Baía de Guanabara foram fundamentais para a conquista do ouro. 

“Eu dei uma olhada no píer, onde estavam torcendo, antes de a gente descer com o barco, e vi a diferença de corrente bem grande. Eu sou do Rio de Janeiro, de Niterói, conheço bem a Baía de Guanabara. Sabemos que a diferença de corrente favorece um lado ou outro”. 

Gabi DePretas evita expor filhos adotivos nas redes e não publica foto com eles Foto: Divulgação

Gabi DePretas

Influenciadora digital há sete anos, com 662 mil seguidores, Gabi DePretas trata nas suas redes sociais de assuntos como questões estéticas e preconceito racial. Nascida e criada em Niterói, em agosto deu início a uma nova fase e tornou-se um dos assuntos mais comentados da internet. Entusiasmada com a ideia da maternidade, publicou que, depois de dois anos de burocracias, finalizara o processo de adoção e estava pronta para buscar seus dois filhos.  

Em sua série “Diário de Adoção”, Gabi conta sobre o processo de adoção e seu conteúdo tem circulado na web e inspirado outras pessoas que passam pelo mesmo momento de vida que ela.

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