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Rodoviários definem proposta de 10% de reajuste e não descartam greve

Por Livia Figueiredo
Proposta foi aprovada em uma série de assembleias; 682 trabalhadores votaram a favor do reajuste e 209, contra
Sem aumento da categoria há dois anos, rodoviários pedem reajuste. Foto- Divulgação Sintronac
Sem aumento da categoria há dois anos, rodoviários pedem reajuste. Foto: Divulgação Sintronac

A série de assembleias do Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) teve seu desfecho nesta sexta-feira (1). Cerca de 680 trabalhadores votaram a favor do reajuste salarial, 209 foram contrários e seis se abstiveram. O Sintronac vai encaminhar, na próxima semana, ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e às empresas de ônibus a proposta da categoria que contempla o reajuste salarial imediato de 10%, prevê aumento de 20% nas demais cláusulas econômicas do contrato de trabalho; R$ 400 de cesta básica; comissão de 2% para os motoristas que acumulem a função de cobradores e instalação de cofres nos pontos finais de maior circulação para que volumosas quantias de dinheiro não sejam transportadas pelos trabalhadores.

Rodoviários de 30 empresas dos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá foram convocados para as deliberações. Na próxima terça-feira (5), no início da tarde, será realizada uma reunião dos representantes dos trabalhadores com os patrões na sede do sindicato das empresas (Setrerj), em Niterói.

Desde junho, com mediação do MPT, o Sintronac tenta negociar o reajuste salarial dos rodoviários com as empresas de ônibus que, até agora, se mantêm irredutíveis em dialogar com a categoria. As perdas salariais dos trabalhadores, que estão com seus vencimentos congelados há dois anos, calculadas pela variação anual do IPCA, chegam a 14,5%. Caso a proposta de reajuste não seja aprovada, o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira, já sinalizou greve.

— Os trabalhadores estão insatisfeitos com os salários, que entrarão em novembro sem reajuste, totalizando 24 meses. Se for necessário, nós vamos fazer greve. Isso é inevitável, não tem jeito. Vamos parar na Justiça, mas vamos ter que arrancar um aumento, porque não há como aguentar mais. Não é radicalismo. Procuramos o diálogo insistentemente, mas simplesmente não fomos ouvidos — destacou o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira, durante a assembleia da manhã desta sexta-feira (1).

Até 1º de novembro, o sindicato seguirá tentando um canal de diálogo com os patrões. Caso a recusa das empresas permaneça, uma nova assembleia será convocada para definir os parâmetros de uma paralisação, que pode atingir 438 linhas municipais e intermunicipais dos cinco municípios, responsáveis pelo transporte mensal de aproximadamente 36 milhões de passageiros.

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