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Reduto de pássaros, Ilha do Tibau passa por obras e vira centro esportivo em Piratininga

Por Redação
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Nova área de lazer é formada por duas quadras, vestiário, banheiros e mirante
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A construção do canal de Itaipu está na origem do surgimento da Ilha do Tibau. Fotos: Prefeitura de Niterói

Com uma área de cerca de 24 mil m2, no Jardim Imbuí, bairro da Região Oceânica, a Ilha do Tibau recebeu obras para se transformar em um centro esportivo, em Piratininga.

Leia mais: Canteiro de obras mostra o tamanho da transformação do Centro de Niterói

A inauguração está prevista para sábado, 22 de julho. A cerimônia será realizada às 11h, na Av. Dr. Acúrcio Torres, próximo ao número 43, em Piratininga. O projeto contemplo a construção de duas quadras (uma poliesportiva e outra de futebol), vestiário, banheiros, mirante, ilha de ginástica para terceira idade, parque infantil, mesas e cadeiras. As obras fazem parte do Parque Orla Piratininga Alfredo Sirkis (POP) que já teve um trecho inaugurado.

 

O mirante da Ilha do Tiabau.

A Prefeitura admite que o local estava, há anos, abandonado. Porém, já tinha um campinho de futebol, construído pelos próprios moradores da região, na década de 80. Foi obra deles também a construção de uma ponte de acesso à ilha.

– Estamos devolvendo à cidade uma área que estava degradada. Este é um verdadeiro espaço verde compartilhado entre a população e a vida silvestre. Além do mobiliário, a ilha passou por um paisagismo ecológico – afirmou o prefeito Axel Grael.

De acordo com a Coordenadora do Pro Sustentável, Dionê Marinho Castro, a ilha é reduto de pássaros, que fazem ninho e pousam no local.

– Limpamos o miolo da ilha sem suprimir a vegetação que estava na borda por causa dos pássaros. Também usamos medidas de sustentabilidade. Temos captação de água pluvial, a iluminação é de LED com temporizador e é invertida para o centro da ilha para não ofuscar a fauna. A maioria dos brinquedos foi feita com madeiras de reflorestamento e foi adaptada para crianças de até três anos. Há também um balanço acessível para crianças com deficiência – informou.

A ilha, segundo a Prefeitura, recebeu o nome de Tibau por conta de um restaurante que pertencente à família homônima, que está entre os primeiros moradores da região.

A Ilha do Tibau, porém, não é uma obra da natureza. De acordo com uma postagem na rede social do Conselho Comunitário da Região Oceânica de Niterói (CCRON), até 2013, quando dos estudos de implantação do PARNIT, o mapa da área de estudo para a implantação do “Setor Lagunar do Mosaico Sul”, não mostrava a Ilha do Tibau, “pois ela não existia para a prefeitura”. O local, segundo a CCRON, era um amontoado de lama e lixo, antes da lagoa ‘secar’, em 1979, com a abertura do Canal de Itaipu. A “consolidação” da ilha começou em 2008, quando foram lançados no local os restos da construção do vizinho Túnel do Tibau.

O túnel foi criado para permitir a renovação da água da Lagoa de Piratininga com a entrada da água do mar. Porém, o muro se encontra parcialmente desmoronado, o que não permite que essa renovação de água seja feita de forma adequada.

Já a Prefeitura informou que, naquele ano de 2013, com a dragagem de alguns trechos da Lagoa de Piratininga por parte do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), “esta pequena ilha artificial foi utilizada como bota-fora do material”.

Ainda de acordo com a Prefeitura, com o assoreamento e acúmulo de sedimentos, o perímetro da ilha foi aumentando ao longo do tempo e, pouco a pouco, foi colonizada por vegetação de leucenas, uma espécie de árvore exótica-invasora, originária da América Central, que inibe o crescimento das espécies de mata atlântica e de mangue.

Sobre o paisagismo ecológico da região, a Prefeitura informou ter feito um reflorestamento na ilha com 500 mudas de espécies nativas.

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