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PF prende 3 em Niterói em operação contra desvios do Auxílio Emergencial

Por Redação
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A ação cumpriu 11 mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão, em 5 estados, expedidos pela 2ª Vara Federal de Niterói
operação falso egídeo
Ao todo, oito pessoas foram presas na Operação Falso Egídio. Foto: Polícia Federal RJ

A Polícia Federal (PF) prendeu oito pessoas na Operação Falso Egídio, contra fraudes na Caixa Econômica Federal em programas de transferência de renda, como o Auxílio Emergencial. O prejuízo é estimado em cerca de R$ 10 milhões.

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Do total das prisões, feitas na quarta-feira (10), 3 foram em Niterói. sendo duas mulheres, as únicas do esquema criminoso; 2 foram em São Gonçalo. 1 em São Paulo; 1 no Amazonas e 1 no Piauí.

Agentes cumpriram 11 mandados de prisão temporária e 16 de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal de Niterói, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Piauí.

Falso Egídio

A investigação foi iniciada em abril do ano passado pela Delegacia de Polícia Federal, em Niterói, realizada em conjunto com a REAPDRJ (Caixa) e a Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção à Fraude da Caixa. As apurações identificaram a organização criminosa especializada em fraudes a programas de transferência de renda. Egídio é um nome que significa “protetor”.

Durante as investigações, constatou-se a participação de um empregado e duas funcionárias terceirizadas do banco, que foram cooptados pela quadrilha em troca de propina para realizar a liberação do acesso dos criminosos ao aplicativo CAIXA-TEM, que gerencia as contas digitais sociais da instituição financeira e pelo qual são geridos os valores de benefícios sociais, entre eles o Auxílio Emergencial.

Logo após a liberação realizada pelos funcionários, os criminosos se apropriavam das contas digitais sociais de terceiros por meio do aplicativo CAIXA-TEM e desviavam valores oriundos de programas de transferência de renda.

Os investigados abriram diversas contas bancárias em nome de moradores de rua, em clara situação de vulnerabilidade social, para receber vultuosas quantias oriundas das referidas contas. Em seguida, os valores eram transferidos entre os integrantes da quadrilha.

Uma análise das contas bancárias utilizadas pela organização criminosa levou à conclusão de que as elas foram abertas em nome de terceiros que não tinham conhecimento acerca das fraudes, e eram utilizadas unicamente para abrigar o montante desviados das contas digitais sociais. Em seguida, os valores eram integralmente repassados entre os destinatários finais dos recursos.

Além do crime de integrar organização criminosa, os investigados responderão pelos crimes de furto qualificado, inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de dinheiro.

Fonte: Polícia Federal no Rio de Janeiro

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