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O perigo mora ao lado: casos de Covid aumentam no Rio e em São Gonçalo

Niterói mantém números estáveis, mas cidades vizinhas apresentam avanço da doença e aumento de internações
Niterói mantém números estáveis, mas cidades vizinhas apresentam avanço da doença e aumento de internações

A última Semana Epidemiológica, a SE 32, registrou números estáveis em Niterói, com 310 novos casos e 37 mortes por Covid, mantendo a tendência de queda iniciada no mês passado. Mas o mapa de risco da Covid pinta de vermelho o Rio de Janeiro e a Região Metropolina I, que inclui Caxias, Nova Iguaçu e outros municípios da baixada. Em São Gonçalo, os números também voltaram a crescer. Uma situação de risco para Niterói, diante do intenso fluxo de pessoas entre as cidades.

O painel da Secretaria Estadual de Saúde mostra que Niterói mantém a trajetória de queda no registro de novos casos (310), depois de registrar 921 casos na SE 22, em maio, e 644 na SE 27, no início de julho. A ocorrência de mortes também segue esta tendência (37), diante dos números anteriores: 40, 48 e 73, respectivamente.

Doença avança no Rio e na Baixada

No mapa da Covid da SES o amarelo ainda é dominante, indicativo de baixo risco. Mas a Região Metropolitana I já aparece com alerta de alto risco para Covid, puxada pelo Rio de Janeiro. A capital registrou 10.424 novos casos na última semana, um número muito próximo dos piores momentos da pandemia. No início de julho, a cidade teve 11.156 casos, na SE 23. Mas este número vinha caindo e chegou a 4.480 casos na SE 26. Nas duas últimas semanas a média voltou a ficar em torno de 11 mil casos.

A piora no indicador ainda não se reflete no número de mortes. Foram 309 na última semana, contra 327 e 503 nas semanas anteriores. No pico da doença, este ano, em março, foram 863 apenas na SE 13. Março, abril e maio foram os meses de maior concentração de óbitos. Nova Iguaçu e Caxias também verificaram aumento no contágio.

São Gonçalo, outra cidade que mantém intenso fluxo de pessoas com Niterói, também experimenta aumento de casos da doença. Foram 1043 registros, contra 833 e 600 nas semanas anteriores, invertendo a tendência de queda.

Ocupação dos hospitais

A taxa de ocupação dos hospitais do SUS no estado do Rio reverteu a tendência de queda, puxada pelo aumento de casos na capital. Na última semana, 44% dos leitos e 67% das UTIs estavam ocupados, contra 35% e 52%, respectivamente, no início do mês. No Rio, ocorreram os piores resultados: 87% e 95%, muito perto da capacidade de atendimento, o que fez a SES determinar a reativação de unidades que estavam sendo desativadas e requisitar vagas de hospitais de municípios vizinhos. Niterói, por exemplo, reservou 20 vagas. Em Nova Iguaçu, 74% das UTIs estão ocupadas. E, em Duque de Caxias, 79%.

Em Niterói, a taxa de ocupação de leitos se mantém baixa, 14% na rede do SUS. Mas nos últimos dias vem aumentando a necessidade vagas de UTI e o índice chegou a 45%, depois de semanas estabilizado em torno de 30%.

Niterói soma 51.665 casos e 2.124 mortes desde o início da pandemia.

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