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Número de mortes por Covid no Brasil volta a se aproximar do perigoso patamar de 1.000 por dia

Por Redação
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Mais contagiosa, variante Ômicron requer reforço nos cuidados sanitários, além de testagem e vacinação completa
testagem covid niterói
Testar é medida necessária para evitar que a Ômicron se espalhe ainda mais

O número de mortes diárias por Covid-19 voltou a se aproximar do perigoso patamar de mil por dia no Brasil. Muito mais contagiosa, a Ômicron se espalha e já tem uma subvariante, ainda não registrada no país,  mas mais perigosa. O Brasil registrou, em 24 horas, 929 mortes por Covid-19 nesta terça-feira (2), o maior número desde 18 de setembro de 2021, quando o país havia registrado 935 óbitos.

Os dados  são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e foram divulgados nesta terça-feira.

Em Niterói, com a Ômicron e após as festas de Natal e réveillon, janeiro teve mais de 30 mil casos confirmados, mais do que em todo o ano passado. Também leitos de enfermaria e de UTI em hospitais públicos e privados voltaram a receber muito mais pacientes de Covid em janeiro, depois de uma trégua no último trimestre do ano passado.

Com os novos índices, tanto a média móvel de casos (que havia caído ligeiramente nos últimos dois dias), quanto a de óbitos, segundo o Conass, registraram alta. A média móvel de casos está em 186.985 (crescimento de 0,7% em relação ao dia anterior) e a de óbitos em 603 (aumento de 11% em comparação à segunda-feira).

Alerta

Especialistas atribuem a explosão de casos à variante Ômicron, mais contagiosa. Como a linhagem tem provocado menos internações e mortes, as pessoas estariam mais relaxadas em relação aos cuidados necessários para evitar a infecção, o que também agrava a situação.

A ômicron é menos agressiva que as linhagens anteriores do coronavirus porque, entre outros fatores, ataca menos os pulmões. Mas o fato de atingir as vias áreas superiores, segundo médicos, acaba dando à cepa um poder de contágio muito maior que as variantes anteriores.

Riscos no transporte público

Quanto mais contagioso é o vírus, maiores os riscos em aglomerações de pessoas. Por isso é preciso evitar muito cuidado com transportes públicos. Um estudo feito pela Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação (SBCC), por exemplo, estudou o risco no caso da Ômicron em transporte público.

Os resultados indicam que o transporte público, como é sabido, tem um nível de aglomeração maior que a de um restaurante cheio ou um hospital, sem taxa de renovação do ar suficiente no interior dos veículos para a eliminação eficiente das gotículas contaminadas pelo vírus. Isso, conclui o estudo, eleva também o risco de contágio.

Por isso todo cuidado é pouco: máscara, álcool em gel, distância mínima entre as pessoas e vacina, com três doses.

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