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Novas linhagens do coronavírus fazem Covid explodir no estado do Rio

Por Redação
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Semana teve 41.674 novos casos da doença; número foi superado apenas em seis semanas da pandemia
fila teste 20 junho
Movimento nos postos de saúde de Niterói mostra aumento do contágio na cidade. Foto: leitor.

A escalada da Covid continua, no estado do Rio. De acordo com os dados da Secretaria de estado de Saúde, foram registrados 41.674 novos casos nesta semana, contra 31.372 da semana anterior, um aumento de 75%. Um estudo feito pela Rede Genômica Fiocruz, divulgado nesta sexta-feira (24), mostra que a variante ômicron do coronavírus continua dominante, mas a linhagem BA.1 foi substituída pela BA.2. As linhagens da ômicron são identificadas por um código iniciado pela sigla BA. Atualmente há mais de 100 linhagens BA no mundo.

Niterói manteve a média de 250 novos casos por dia, numa semana mais curta, por causa do feriado de São João foram 970 notificações, contra 1.131 da semana anterior. O aumento do contágio mantém o movimento de moradores intenso nos postos de testagem e nos laboratórios. Também tem aumentado a venda de testes de farmácia. A| vacinação tem provado ser uma boa proteção contra a doença, reduzindo o número de internações hospitalares. Mesmo assim, os hospitais particulares informaram esta semana que a cidade tem 64 pessoas internadas por Covid em leitos ou UTIs.

Novas linhagens da ômicron

O estudo sobre as variantes e linhagens do vírus Sars-CoV-2 no Brasil se refere ao período que vai de 3 a 16 de junho. Os dados são  analisados de acordo com informações da EpiCoV da Global Initiative on Sharing All Influenza Data, uma plataforma internacional para compartilhamento de dados genômicos dos vírus de influenza e Sars-CoV-2. Segundo o informe, as linhagens mais frequentes no país são a BA.1, a BA. 1.1 e a BA.2. Outras linhagens que tiveram destaque no período foram a BA. 4, a BA. 5, a BA. 2.12.1 e a XQ (linhagem que em breve deverá ser renomeada XAG segundo revisões recentemente propostas ao sistema de classificação de linhagens Pangolim).
O relatório mostra como se deu o processo de substituição da linhagem BA.1 pela BA.2, cujo crescimento vinha sendo observado em resultados anteriores divulgados pela Rede Genômica Fiocruz e que em abril e maio foi responsável por mais de 70% dos genomas gerados no Brasil.
Risco de reinfecção
O trabalho também mostra que casos de reinfecção pelo Sars-CoV-2 podem ocorrer com frequência, especialmente devido à circulação de variantes de preocupação (VOCs). Foram documentados 69 casos de reinfecção caracterizados geneticamente, sendo 56 deles associados à variante ômicron.

Até o momento já foram caracterizadas 1.917 linhagens de Sars-CoV-2, mas apenas uma parcela delas teve e têm impacto significativo verificado na saúde pública no decorrer da pandemia. Este impacto se dá devido a características como maior capacidade de transmissão e infecção, maior capacidade de escape de anticorpos ou uma combinação destas, características que podem estar presentes em outras linhagens e variantes e que, assim que detectadas, devem ser monitoradas com maior cautela e prioridade.

Manutenção das aulas

Em nota técnica, divulgada também nesta sexta-feira, a Fiocruz defende a manutenção das aulas presenciais nas escolas, mesmo “num contexto que ainda é de pandemia.” O grupo de trabalho (GT) formado por pesquisadores da Fundação reitera a importância da manutenção de aulas presenciais, diante dos prejuízos para os aulunas com a perda das aulas – resguardado o afastamento de casos positivos e de sintomáticos respiratórios. A nota enfatiza que é necessário ter disponibilidade de testes para Covid na comunidade escolar e recomenda que seja dada prioridade à vacinação (doses de reforço) aos trabalhadores da educação.

Ainda de acordo com o documento, situações identificadas como agravos associados à Covid-19 devem ser referenciadas para as equipes de atenção primária à saúde, vinculadas a unidades básicas de saúde. Os pesquisadores ressaltam que as escolas são equipamentos seguros e essenciais, por serem promotoras e protetoras da saúde.

“Decorrido todo este tempo de convivência com períodos de maior ou menor transmissão do Sars-CoV-2, pode-se afirmar que as atividades presenciais nas escolas não têm sido associadas a eventos de maior transmissão do vírus”, afirmam os pesquisadores. Segundo o GT, “a detecção de casos nas escolas não significa necessariamente que a transmissão ocorreu nas escolas. Em sua maioria os casos são adquiridos nos territórios e levados para o ambiente escolar. Nesse sentido, a experiência atual, comprovada por estudos científicos de relevância, revela disseminação limitada da Covid-19 nas escolas”.

 

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