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Nova linha de produtos em Niterói aposta na alimentação saudável

Por Por Livia Figueiredo
CEO da Amazonika Mundi fala da importância da boa alimentação e do estilo de vida da cidade
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Thiago Rosolem, CEO e um dos sócios da Amazonika Mundi / Foto: Divulgação

m retorno às origens. A nova marca Amazonika Mundi, que utiliza fibra de caju como ingrediente principal, marca uma volta às raízes para o empresário paulistano Cello Camolese e para o seu sócio e CEO da Amazonika Mundi, o niteroiense Thiago Rosolem.

Nascido e criado em Niterói, Rosolem reconhece a contribuição da cidade para o seu desenvolvimento como empreendedor e como cidadão. Não por acaso, uma das fábricas ficará localizada na Região Oceânica de Niterói.

Niterói tem muitas oportunidades

Para isso, Rosolem conta que foi feito um longo estudo de mercado, onde foi constatado que a cidade oferece um conjunto de oportunidades, tais como adesão positiva do público, segurança, infraestrutura e uma rede de supermercados já alinhados com a inovação e mudança de pensamento do consumidor.

-Niterói possui uma conexão muito forte com a natureza e áreas para esportes ao ar livre, consequentemente o público busca uma dieta que se relacione com o estilo de vida que a cidade proporciona, que preza por uma alimentação saudável alinhada a um equilíbrio entre corpo, alma e natureza. Esse equilíbrio é o nosso DNA, é o que levamos para a mesa dos nossos clientes – explica Rosolem.

Fábrica fica no Engenho do Mato

O CEO conta que a fábrica ficará localizada no Engenho do Mato, na Região Oceânica, já que alguns sócios são residentes na cidade. Ele relata que considera o niteroiense bem informado, receptivo, preocupado com a saúde e com meio ambiente, muito por conta da proximidade com a natureza e atividades ao ar livre. Esses valores – como sabor, saúde e sustentabilidade – estão muito em sintonia com o produto.

-Os nossos primeiros clientes e as nossas primeiras feiras foram em Niterói. A aceitação do público local é a nossa força motriz. Eu tenho muito orgulho de ser de Niterói, a qualidade de vida, a natureza, as paisagens, as pessoas, os amigos… é o que me faz permanecer – declara o CEO da Amazonika Mundi.

Rosolem explica que o produto tem como marca a forte conexão com o bioma amazônico, além de servir de alerta para a preservação ambiental. Ele diz que o objetivo é levar para a mesa do consumidor a essência amazônica através de uma experiência culinária aliada à conservação do bioma e impactando, de forma positiva, a vida de pequenas comunidades locais. Trabalhar com o bioma amazônico era um sonho antigo e um desafio para os sócios, que sempre apresentaram uma conexão muito forte com a floresta, que possui um bioma rico em ingredientes, sabores, cores e etnias.

Além de hambúrgueres, almôndegas, kaftas, a linha de produtos contempla também o siriju, bolinho com consistência, que possui um sabor que lembra o de siri, feito apenas com ingredientes vegetais. A “carne”, com textura e sabor semelhante ao da proteína animal, utiliza as fibras do caju em técnica desenvolvida pela parceira Embrapa. Para dar o aspecto do sangue, é usado extrato de açaí. A ideia da fibra de caju como ingrediente principal surgiu com o intuito de evitar o desperdício do bagaço do caju, gerado pela indústria do suco, que é utilizado na alimentação animal, promovendo assim uma solução sustentável.

Rosolem diz que o uso da fibra de caju é possível graças a uma pesquisa pioneira em parceria com a Embrapa, que busca aumentar a cadeia de valor da cajucultura, uma das mais importantes do Nordeste. O alimento, que antes era descartado pelas indústrias beneficiadoras do fruto em aproximadamente 370 mil toneladas por ano, hoje se tornou o ingrediente principal e mais funcional da sua linha de produtos.

Os pesquisadores da Embrapa, uma das parceiras da Amazonika Mundi, observaram que muitas pessoas no Ceará já aproveitavam a fibra para a produção de hambúrguer, porém com baixo teor de proteína. Por isso, foram realizados testes com a adição de outras fontes de proteína, como a texturizada de soja. Uma das finalidades foi trabalhar a fibra para ter menos gosto de caju, além de adquirir uma textura mais agradável ao consumo.

-Firmamos várias parcerias estratégicas com organizações públicas e privadas. Através das nossas parcerias, compramos produtos amazônicos. Conhecemos e trabalhamos em conjunto com o ciclo produtor e aliamos isso às tecnologias da Embrapa. Estamos trabalhando também em parceria privada com empresas de tecnologia de Israel e dos EUA – explica Rosolem.

Os produtos da foodtech Amazonika Mundi já estão nos principais mercados, empórios, lojas especializadas e restaurantes de Niterói. Segundo o sócio Cello Camolese, o plano para 2021 é ampliar a produção, inaugurar outra unidade fabril no eixo Rio – São Paulo e, sobretudo, potencializar os locais de vendas do país, entre supermercados e delicatessens.

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