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No mês em que se comemora o Dia do Orgulho LGBTQIA+, Centro de Teatro do Oprimido (CTO) apresenta a peça ‘Gêneres’ em Niterói

Por Redação
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Espetáculo debate como a utilização de um conceito de gênero binário pode afetar a sociedade e gerar intolerância e violência
Peça Gêneres - Laura de Carvalho 3
Peça “Gêneres” chega ao Teatro da UFF para curtíssima temporada nas quartas-feiras, dias 15 e 22 de junho, às 19h. Foto: Laura Carvalho

No mês em que se comemora o Dia do Orgulho LGBTQIA+, a peça “Gêneres”,  sob direção de Bárbara Santos, estará em curtíssima temporada no Centro de Artes da UFF, em Icaraí. A apresentação será  realizada nesta quarta-feira, 15 de junho e na próxima quarta (22), sempre às 19h. A iniciativa é do Centro de Teatro do Oprimido, através do projeto Teatro das Oprimidas e o objetivo do espetáculo é promover um debate sobre como a persistência na utilização de um conceito de gênero binário pode afetar a sociedade por meio da intolerância e violência.

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Como aprendemos a desempenhar papéis sociais a partir desse conceito de gênero? Quais mecanismos de “convencimento” ou de coerção são utilizados nos espaços sociais (família, escola, religião, etc.) para colocar cada pessoa em uma das duas caixinhas supostamente disponíveis: ele ou ela, azul ou rosa? “Gêneres” é uma produção de Teatro-Fórum baseada em Estéticas Feministas e tem como intuito revelar processos sociais por meios estéticos e propor o diálogo interativo entre palco e plateia para buscar meios concretos para transformar a realidade.

Peça promove debate sobre os malefícios da utilização de um conceito de gênero binário. Foto: Laura Carvalho

A peça é fruto do laboratório “CriaDasOprimidas”, um espaço de criação artística que visa garantir a efetividade do processo estético, a excelência dos produtos artísticos e a combinação de ambos como estratégia de formação das mais de 30 artistas que compõem a equipe do projeto Teatro das Oprimidas.

As ações do projeto Teatro das Oprimidas do CTO têm patrocínio da Petrobrás e da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

SERVIÇO:

Gêneres”
Data: 15 e 22 de junho – quartas-feiras
Horário: 19h
Local: Centro de Artes da UFF
Endereço: Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí / Niterói
Ingresso: R$ 5

SOBRE O TEATRO DAS OPRIMIDAS

O projeto Teatro das Oprimidas tem como objetivo geral fortalecer os Grupos Teatrais Populares de TO (Teatro do Oprimido e Teatro das Oprimidas), ampliando seus raios de atuação, realizando oficinas de TO para estimular multiplicadoras/res e cenas que mobilizem alternativas transformadoras para a juventude, em espaços populares e institucionais com a metodologia da Estética, do Teatro do Oprimido e do Teatro das Oprimidas.

As ações serão distribuídas em municípios da Região Metropolitana, como Duque de Caxias, em comunidades e bairros no entorno da REDUC (Refinaria Duque de Caxias); São Gonçalo e Itaboraí, cidades situadas na área da COMPERJ (Complexo Petroquímico do RJ) e que também fazem parte da APA (Área de Proteção Ambiental de Guapimirim); Niterói; Nova Iguaçu; 6º Maricá; e também no interior do estado, na cidade de Macaé (Região da Bacia de Campos); além do município onde localiza-se a sede do CTO, o Rio de Janeiro.

SOBRE O CENTRO DE TEATRO DO OPRIMIDO

Centro de pesquisa e difusão que desenvolve a metodologia do Teatro do Oprimido em Laboratórios e Seminários de Dramaturgia, ambos de caráter permanente, para revisão, experimentação, análise e sistematização de exercícios, jogos e técnicas teatrais. O CTO foi dirigido por Augusto Boal ao longo de seus últimos 23 anos de vida e, hoje, sua equipe dá prosseguimento ao trabalho.

A filosofia e as ações da instituição visam à democratização dos meios de produção cultural, como forma de expansão intelectual de seus participantes, além da propagação do Teatro do Oprimido e do Teatro das Oprimidas como meio da ativação e do democrático fortalecimento da cidadania. O CTO implementa projetos que estimulam a participação ativa e protagônica das camadas oprimidas da sociedade, e visam a transformação da realidade a partir do diálogo e de meios estéticos.

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