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Niteroiense ‘da gema’, Roberta Martins assume secretaria no Ministério da Cultura

Por Redação
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Socióloga e educadora, Roberta já foi diretora de diversidade cultural da Fundação de Arte de Niterói (FAN)
Roberta Martins assume Secretaria de Comitê de Cultura do MinC. Foto: Reprodução
Roberta Martins assume Secretaria de Comitê de Cultura do MinC. Foto: Reprodução

A ministra da Cultura Margareth Menezes anunciou mais nomes que vão compor sua gestão à frente da pasta. E Niterói está representada duas vezes na lista. Além da nomeação do romancista Marco Lucchesi à presidência da Biblioteca Nacional (BN), a socióloga e educadora Roberta Martins, ex-diretora de diversidade cultural da Fundação de Arte de Niterói (FAN), vai assumir a secretaria de Comitês de Cultura do MinC.

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Diferentemente de Lucchesi, que mora na cidade, mas nasceu no Rio, Roberta é nascida em Niterói. E por enquanto é a única “niteroiense da gema” neste terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Roberta tem uma relação de longa data com a arte de Niterói e do Brasil. Gestora municipal de Cultura desde 2013, ela também ganhou notoriedade na época em que coordenou a FAN. O órgão é vinculado à Secretaria Municipal das Culturas e atua no estímulo e promoção de manifestações de caráter artístico e cultural de interesse do município.

Sob sua gestão, estavam o Theatro Municipal João Caetano, o Museu de Arte Contemporânea (MAC), a Companhia de Ballet, entre outras unidades. A niteroiense também foi coordenadora-geral de estratégias e gestão das ações da Diretoria de Programas Integrados do MinC.

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Agora, no segundo escalão da pasta, ela terá a função de criar, em todos os Estados do país, os novos Comitês de Cultura prometidos por Lula durante a campanha eleitoral.

No caso, são instâncias de participação nas políticas nacionais e funcionam como espaços para proposta, elaboração e implementação de políticas culturais locais, a partir das necessidades de cada comunidade, podendo trabalhar em coordenação com outros comitês.

Quem é quem no secretariado do MinC

Secretaria-Executiva: Márcio Tavares

Doutor em história da arte pela Universidade de Brasília (UnB) e curador, é secretário nacional de Cultura do PT desde 2017 e coordenou a campanha de cultura de Lula neste ano. Foi indicado pela primeira-dama Janja.

Secretaria de Formação, Livro e Leitura: Fabiano Piúba

Doutor em Educação pela Universidade Federal do Ceará, já ocupou o cargo em gestão anterior e também foi secretário de Cultura do Ceará de 2016 a 2022.

Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural: Zulu Araújo

Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), é diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Foi diretor e presidente da Fundação Cultural Palmares.

Secretaria de Fomento e Economia da Cultura: Henilton Menezes

Jornalista e gestor cultural, foi secretário Secretário Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura de 2010 a 2013.

Secretaria do Audiovisual: Joelma Gonzaga

Diretora de produção da Maria Farinha Filmes, também é membro do conselho da União Nacional de Produtores Executivos e conselheira do Instituto Nicho 54.

Secretaria de Direitos Autorais e Intelectuais: Marcos Souza

Mestre em antropologia pela UnB e servidor do Ministério da Economia desde 2002, dirigiu o setor de direito autoral do MinC entre 2004 e 2016. Foi assessor da liderança do PT no Senado para a área da cultura de 2018 a 2022, onde foi um dos redatores da Lei Paulo Gustavo.

Quem são os presidentes das fundações

Fundação Palmares: João Jorge Rodrigues

Advogado e mestre em Direito Público pela UnB, é um dos fundadores e presidente do bloco Olodum. Já foi diretor da Fundação Gregório de Matos, órgão cultural da prefeitura de Salvador, e integrou o conselho da Empresa Brasil de Comunicação, a EBC.

Fundação Nacional de Artes (Funarte): Maria Marighella

Atriz formada pela Universidade Federal da Bahia, é vereadora de Salvador pelo PT. Foi coordenadora de Teatro da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e da Funarte, além de diretora de Espaços Culturais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Também é neta do ex-guerrilheiro Carlos Marighella,

Fundação Biblioteca Nacional: Marco Lucchesi

Professor titular de Literatura Comparada na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi presidente da Academia Brasileira de Letras, a ABL, entre 2017 e 2021.

Atuou na Coordenação Geral de Pesquisa e Editoração da Biblioteca Nacional, responsável pela edição de catálogos e fac-símiles no período entre 2006 e 2011, e foi membro do Conselho Nacional de Política Cultural do Ministério da Cultura de 2015 a 2017.

Niterói: cidade cultural

A Prefeitura de Niterói afirmou que, ao longo de 2022, cerca de três mil oportunidades de trabalho direto foram geradas no município por meio de políticas públicas de fomento à cultura. Estes postos são decorrentes de chamadas públicas, editais e projetos culturais financiados. 

De acordo com o secretário municipal, Alexandre Santini, cerca de 90% dos recursos públicos investidos no setor cultural na cidade são provenientes da prefeitura. No ano passado, o montante chegou a R$ 14 milhões.

Ainda de acordo com Santini, apenas o edital de fomento lançado em dezembro de 2021 e pago em 2022 possibilitou a geração de cerca de 800 postos de trabalho na área cultural.

A secretaria estima ainda que, além das três mil oportunidades de trabalho direto em 2022, as políticas de fomento no setor tenham gerado cerca de três vezes mais trabalhos informais relacionados a eventos culturais na cidade.

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