Niterói por niterói

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Niterói tem índice de vacinação completa maior que Estados Unidos e Europa

Mais de 53% da população total recebeu as duas doses; no ranking mundial, cidade estaria mais bem colocada que países desenvolvidos
Fila na Vital Brazil na manhã desta quarta-feira (8) : Foto de leitor
Fila de vacinação no posto do Vital Brazil: alta procura. Foto de leitor

Prestes a completar oito meses de campanha, Niterói tem mostrado que aderiu à vacina. Dados divulgados pela Prefeitura mostram que a cidade já ultrapassou a marca de 53% da população total imunizada com as duas doses. O índice supera o que já foi alcançado pelo continente europeu e por países como Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão.

Segundo o vacinômetro divulgado pela Prefeitura de Niterói, o número de pessoas com o esquema vacinal completo (segunda dose ou dose única) chegou a 274.533 nesta sexta-feira. Considerando os dados do IBGE de que a cidade tem 516.981 habitantes, é possível estimar que 53,1% de toda a população já concluiu a imunização.

O índice local supera o de países desenvolvidos, como Estados Unidos (52,8%), Japão (50%) e Coreia do Sul (37,8), por exemplo. Proporcionamente, Niterói também vacinou mais do que o continente europeu (49,6) e a América do Norte (43,6%). As informações constam no ranking do site Our World in Data, que reúne dos dados de vacinação em todo o mundo.

Apesar do percentual de vacinação completa de Niterói ser maior do que de outros países, há que se destacar que a forma de enfrentamento à pandemia foi diferente. O Japão, por exemplo, começou a vacinar depois do Brasil e apostou pesado em medidas não farmacológicas (testagem, rastreamento de contatos e isolamento) para conter o avanço da pandemia. O mesmo ocorreu na Coreia do Sul. Já nos Estados Unidos a imunização começou antes, com grande adesão, mas a campanha ainda encontra resistência em alguns estados pela forte e já tradicional atuação de grupos antivacina.

O Brasil começou a vacinar em janeiro e percorreu um caminho difícil até agora, principalmente pela escassez de vacinas, problemas de logística e ausência de uma campanha massiva de incentivo à vacinação. Atualmente, o país tem 33,1% da população com esquema vacinal completo.

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