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Niterói flexibiliza regras, mas vai cobrar ‘passaporte de vacina’ a partir de outubro

Por Livia Figueiredo
Novo plano de volta à normalidade será dividido em três fases: outubro, novembro e janeiro; uso de máscaras na praia será facultativo
Movimento em galeria de lojas de Icaraí. Foto- Amanda Ares
Movimento em galeria de lojas de Icaraí. Foto: Amanda Ares

O decreto de Transição para o Novo Normal na pandemia de Covid, que já dura mais de um ano, vai mudar. Com o avanço da vacinação, a Prefeitura anuncia nesta terça-feira (14) novas medidas que levam a cidade de volta para uma certa “normalidade”. As medidas serão estruturadas para implementação de forma escalonada (outubro, novembro e janeiro), começando no dia 1º de outubro, e preveem desde a cobrança de comprovante de vacinação, o “passaporte de vacina”, para entrada em alguns espaços até a flexibilização do uso de máscaras.

A adoção do novo calendário leva em consideração a expectativa de que, até fim de novembro, toda a população elegível estará com o esquema vacinal completo, ou seja, com as duas doses ou dose única contra a Covid. Contudo, a maioria dos protocolos continua. O que muda é que as atividades que estavam com algum tipo de restrição, como eventos ao ar livre, irão voltar, aos poucos.

Outubro:
– Carteira de vacinação será cobrada em espaços públicos e privados;
– Praias reabrem, com uso facultativo de máscaras na areia;
– Eventos em locais abertos serão permitidos para vacinados.

Novembro:
– Horário livre de funcionamento de bares e restaurantes;
– Uso de máscaras deixa de ser obrigatório em atividades ao ar livre, desde que haja distanciamento de 1 metro;
– Grandes eventos permitidos em casas noturnas, pubs e boates, com 80% da capacidade e para vacinados.

Janeiro:
– Suspensão de uso de máscaras em locais abertos, exceto para grupos de risco;
– Grandes eventos permitidos em casas noturnas, pubs e boates, com 100% da capacidade e para vacinados.

Na última live do Gabinete de Crise da Prefeitura, o prefeito Axel Grael adiantou que a situação atual possibilita a adoção de estratégias pautadas em nova metodologia:

– Agora, quando estamos concluindo a vacinação da população acima de 12 anos, é o momento de adotar uma nova metodologia. Medidas para administrar esta nova fase, passado o período mais difícil. Não quer dizer que não temos mais uma pandemia, o coronavírus continua a circular no Brasil. Mas temos uma situação nova diante dos avanços da vacina – ressaltou.

Desde o fim da semana passada, a Prefeitura iniciou uma rodada de conversas com diversos setores da cidade, como o comércio, serviços, bares e restaurantes, shoppings, escolas, clubes, igrejas, para conscientizar sobre a necessidade de atuar no controle da doença, mantendo os protocolos de prevenção.

– Os protocolos que estão incorporados em nossas rotinas continuam. Será uma campanha de conscientização da população em geral para que o cidadão tenha responsabilidade e, de fato, use as boas práticas em suas vidas. Haverá exigências, sim, mas aos poucos os eventos ao ar livre deverão voltar. Antes, a Prefeitura implementava decretos ampliando as restrições, agora farão decretos aumentando as flexibilizações. A Prefeitura irá recorrer a outras formas de controlar a pandemia, com a população com esquema vacinal adiantado. Estamos otimistas, sempre tendo em vista que é um trabalho coletivo, empresas e população devem estar juntas – explicou uma empresária, uma das sócias de um restaurante da cidade.

Foto: Amanda Ares

Para formular o novo plano, a Prefeitura conversou com o Comitê Científico, formado por especialistas da UFF, UFRJ e Fiocruz, que tem alertado a população especialmente para o risco de atividades de aglomeração, como shows em lugares públicos. O réveillon, provavelmente, ainda não voltará a ter shows este ano e a queima de fogos deverá ser espalhada por diferentes endereços da cidade, para que as pessoas não precisem se concentrar na Praia de Icaraí, como de praxe.

O Secretário de Saúde, Rodrigo Oliveira, diz que o avanço é importante, mas ainda será necessário manter alguma gestão do espaço público para o controle da pandemia, o que significa dizer que a nova etapa vai abandonar o modelo automático de estágios de risco, mas não vai abrir mão do monitoramento. Este irá ser feito pelo acompanhamento dos casos da doença e por pessoas que tiveram contato com o doente, por meio da notificação e da testagem. Isso não impede que, se houver aumento de risco de transmissão, novas medidas de controle locais ou até para toda a cidade sejam adotadas.

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