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Mercado imobiliário cresce mais de 50% em Niterói, de acordo com registro de impostos

Recolhimento do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis cresceu 53% este ano, depois de anos de retração
Novos empreendimentos aumentam expectativa de receita. Foto de leitor
Novos empreendimentos aumentam expectativa de receita. Foto de leitor

O aumento dos negócios aparece nos cofres da Prefeitura: a arrecadação do ITBI, o imposto de Transmissão de Bens Imóveis, pago na compra de imóveis na hora de oficializar a a aquisição, cresceu 53% este ano, depois de amargar quedas nos últimos anos. A informação aparece na mensagem do Prefeito Axel Grael à Câmara Municipal para apresentar a proposta de orçamento para 2022.

A retomada do mercado imobiliário tem chamado a atenção na cidade, com o surgimento de novos lançamentos. O diretor da Ademi, Bruno Serpa Pinto, destacou em recente entrevista ao A Seguir: Niterói que o estoque de imóveis em Niterói diminui desde o início da crise econômica, em 2014, e agora há uma demanda represada. Segundo ele, existe uma nova geração de apartamentos, que incorpora mudanças depois da pandemia, como a valorização os serviços automatizados, instalações para home office e áreas de higienização, entre outras, e a procura por estes imóveis novos está movendo todo o mercado.

A arrecadação do ITBI não aparece entre as maiores fontes de arrecadação da Prefeitura. Representa apenas 2% do orçamento. No ano em exercício, a receita deve somar R$ 89,7 milhões. Outros impostos contribuem mais para o orçamento. O IPTU, o Imposto Predial territorial Urbano, por exemplo, representa 13% das contas públicas. O ICMS, 11,8%, e o ISS, 9%. Mas o que chama a atenção na mensagem do Prefeito é que, numa economia ainda impactada pelos efeitos da pandemia, o ITBI cresce muito acima dos demais impostos.

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