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O fim de semana será agitado em Niterói. Da música afro a peças teatrais, a cidade tem, entre os destaques, o Festival Sankofa, o show Laila Garin canta Elis e o encontro musical da Sinfônica Ambulante com o bloco Batuquebato.
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Outra atração que tem gerado discussão nas redes é a exposição “Rua da Relação, 40: testemunho material da violência de Estado”, sobre os horrores da ditadura, no Centro de Artes UFF. A mostra reúne réplicas de arquivos históricos e documentos sobre prisões e torturas ocorridas no antigo prédio do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) do Rio de Janeiro.
Na exposição, os visitantes terão acesso à história do Palácio da Polícia, sede do Dops da Guanabara, onde foram realizadas operações de repressão, perseguição política e tortura, especialmente durante a ditadura civil-militar.
A sexta já começa com música em Niterói, com o Festival Sankofa, evento cultural e educativo que celebra as raízes africanas, a resistência negra e a valorização da cultura afro-brasileira. O festival ocorre na Sala Nelson Pereira dos Santos, no Reserva Cultural, em São Domingos, a partir das 18h30, com entrada gratuita.
O evento contará com música, exposição de fotos e feira afro – composta por barracas que destacam a cultura preta com o famoso acarajé, oficina de turbantes, artesanatos e muito mais.
O evento é realizado pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos, por meio da Subsecretaria de Promoção da Igualdade Racial.
Além da intervenção artística de rap/hip-hop e funk na parte externa, o evento contará com exposição de fotos e feira afro. Dentro da Sala Nelson Pereira, haverá poesias e depoimentos importantes relacionados ao tema e música, além das apresentações de Trevor, Dandy e Andrea Beat.
O festival é a celebração das raízes africanas, da resistência negra e estimula a valorização da cultura afro-brasileira.
Data: Sexta-feira, 4 de abril
Horário: 18h30
Classificação Indicativa: Livre
Duração: 150min
Entrada Gratuita
Local: Sala Nelson Pereira dos Santos
Endereço: Av. Visconde do Rio Branco 880, São Domingos, Niterói.
Programa de alto nível para os fã de Elis Regina, Laila Garin ou Elis Regina e Laila Garin nesta sexta e sábado, em Niterói. Nos 80 anos do nascimento da cantora Elis Regina, uma das maiores de sua geração, a atriz e cantora Laila Garin revisita alguns de seus maiores clássicos no show que chega ao Theatro Municipal de Niterói. Ingressos antecipados podem ser comprados pelo link.
Laila — que já comandou o espetáculo “Elis, o Musical”, também com direção musical de Claudia Elizeu — convida o público a reviver os clássicos de Elis. Ela estará acompanhada de Claudia Elizeu, no piano, que também assina a direção musical, e Thaís Ferreira no violoncelo.
Elis é reconhecida como uma das maiores vozes que o Brasil já teve. O show tem como proposta revisitar seu repertório, em um tributo feito por mulheres, que busca captar a força e a sensibilidade que a intérprete colocava em cada canção.
O repertório traz sucessos como “Fascinação”, “Reza”, “Upa neguinho”, “Dois pra lá, dois pra cá”, “Arrastão”, “Como nossos pais”, entre outras.
Datas: Sexta-feira (4), às 20h; e Sábado (5), às 19h
Duração: 1h20
Local: Theatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua Quinze de Novembro, 35 – Centro, Niterói
Classificação: 12 anos
Plateia, Frisas e Primeiro Balcão: R$120/ R$60 meia
Segundo Balcão: R$90/ R$45 meia
Galeria: R$60 R$30 meia
Antecipados: https://www.diskingressos.com.br/grupo/2287/2025-04-05/rj/niteroi/laila-garin-canta-elis
Quem está sentindo falta do clima de carnaval, uma boa notícia. Este domingo, 6 de abril, marca a volta do projeto Encontro de Blocos em Niterói. A fanfarra niteroiense Sinfônica Ambulante recebe Batuquebato, a partir da 10h, no Campo de São Bento, em Icaraí. O encontro é uma mistura de percussão, sopros que se misturam num repertório que transita pelos mais variados ritmos brasileiros.
Sinfônica Ambulante
A Sinfônica Ambulante é uma fanfarra niteroiense que completou 14 anos de história em março de 2025. Nascida e crescida nas ruas, é Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro e também da cidade de Niterói, e faz questão de ocupar os espaços públicos ao levar sua música e alegria por todos os cantos.
Batuquebato
O Batuquebato foi idealizado pelo percussionista niteroiense Gabriel Policarpo. O projeto tem raízes fincadas no samba e passeia por diversos gêneros afro-brasileiros, latinos e universais.
Nesse ensaio aberto, a bateria do bloco, em uma formação com 30 integrantes, traz ritmos como o Ijexá, Cabula, Pagode Baiano, Samba Duro, Maculelê, Samba Reggae; além de composições percussivas autorais como o Batalhão 1, Batalhão 2, Cortiço Africano, Boi, entre outras.
O Ensaio de Blocos é um dos eventos mais tradicionais da cidade, formado por instrumentistas que prezam pela música popular. É uma oportunidade de presenciar uma troca musical entre grupos renomados de forma gratuita. De um lado, a Sinfônica Ambulante, com sua mistura de sopros e percussão, traz em seu repertório repleto de sucessos nacionais e internacionais, movidos pela energia do Carnaval e da folia.
Do outro, o Batuquebato, bloco já conhecido nos desfiles de rua do Rio e Niterói, é um desdobramento da vivência que Gabriel Policarpo teve no samba e das pesquisas musicais que fez pelo Brasil e mundo.
Data: Domingo, 6 de abril
Horário: 10h
Classificação etária: Livre
Local: Campo de São Bento
Endereço: Alameda Edmundo de Macedo Soares e Silva. s/n
As dores e os dilemas de um homem que precisou ocultar a própria sexualidade por décadas, para sobreviver em meio a uma sociedade provinciana e heteronormativa, são levadas para o palco na peça “A Palavra que Resta”, em cartaz no Teatro da UFF em curta temporada a partir desta sexta (4).
Os ingressos custam R$ 60 (Inteira) e R$ 30 (Meia) e estão a venda no site Guichê Web pelo link.
Sinopse:
Nascido no sertão nordestino, Raimundo trabalha desde cedo na roça e não teve a oportunidade de ir à escola. Durante a fase de descoberta do sexo, na juventude, apaixona-se pelo melhor amigo, Cícero.
Após serem flagrados juntos, são demonizados e separados pelas duas famílias. “Raimundo é chicoteado pelo pai e a mãe faz ainda pior: o coloca para fora de casa, contrariando o senso comum de que as mães são mais acolhedoras.
A peça gera um debate sensível sobre um tema muito debatido, mas pouco levado em consideração.
Trata-se da versão para o teatro do premiado livro do escritor cearense Stênio Gardel.
A montagem celebra os 32 anos da Cia Atores de Laura e está indicada ao 19° Prêmio APTR nas categorias Direção (Daniel Herz) e Atriz em Papel Coadjuvante (Valéria Barcellos).
Datas: 4, 5, 6, 11, 12 e 13 de abril
Sexta e sábado, às 20h
Domingo, às 19h
Ingressos: R$ 60 (Inteira) e R$ 30 (Meia)
Disponível na bilheteria do teatro e pelo site Guichê Web
Casa cheia, ou melhor, areia cheia, em um dos projetos mais tradicionais da cidade. O “Yoga na Praia” chega para mais uma edição neste domingo (6), às 9h, na praia da Boa Viagem. O espaço de Yoga, Meditação e Vedānta, Dharma Bhūmi, fará uma prática de yoga especial neste mês que antecede as comemorações de Páscoa para renovações de boas energias.
Além de gratuito, o Yoga na Praia não existe inscrição prévia. Basta estar no local e levar uma canga e garrafinha de água para hidratação.
A saúde e bem estar são pilares para o bom funcionamento do corpo e da mente. Comprovadamente, a prática do yoga ajuda nesse equilíbrio de mente e corpo, aliado à natureza.
O evento acontece todo primeiro domingo do mês desde 2017 e já reuniu mais de 5200 pessoas. Só neste início do ano foram duas edições históricas, com quase 700 participantes.
Data: Domingo, 6 de abril
Horário: Das 9h às 10h30
Local: Areia da Praia de Boa Viagem
Domingo combina com um programa lúdico na praia. E é justamente essa a proposta da apresentação comandada Orquestra de Ukeleles da UFRJ e pelo Violúdico, no projeto Luauzinho, voltado para a criançada. Será neste domingo, (6), a partir das 16h, na Praia de Icaraí.
O projeto retorna com a apresentação da Orquestra de Ukeleles da UFRJ com o grupo Violúdico.
A Orquestra de Ukuleles da UFRJ é um grupo artístico componente do Projeto de Extensão “Toque e… se toque!”, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Desde 2016 o grupo vêm se apresentando em diversos espaços do Rio de Janeiro e também em outros estados (São Paulo, Minas Gerais), além de festivais internacionais on-line (Seoul Aloha International Ukulele Festival e Ukulele Festival Hawaii).
Em seu repertório estão presentes diferentes gêneros de música popular de diversos países, com ênfase na música popular brasileira.
Já o Violúdico atua em diversos formatos, entre shows, teatro, programas na TV Brasil, festas infantis, aulas de musicalização, oficinas e contação de histórias. O grupo trabalha com uma linguagem que respeita a inteligência das crianças e conversa de igual para igual com elas.
O show preza por um som de muito gosto com composições interativas que têm como característica ir na contramão dos velhos clichês e estereótipos da maioria das músicas infantis. A proposta é promover um diálogo entre o universo da criança e do adulto, entretendo a família por completo.
Orquestra de Ukeleles da UFRJ e Violúdico | Luauzinho
Data: Domingo, 6 de abril
Horário: 16h
Local: Praia de Icaraí, na altura da Rua Miguel de Frias
A série de horrores da ditadura é a temática da exposição “Rua da Relação, 40: testemunho material da violência de Estado”, em cartaz no Centro de Artes UFF, em Niterói a partir da próxima segunda (31). A exposição aborda o Dops e a violência de Estado e tem entrada franca.
A exposição marca os 61 anos do golpe militar no Brasil e apresenta fotografias, recortes de jornal, vídeos e documentos oficiais que revelam diferentes faces da violência de Estado ao longo da história brasileira.
A mostra é organizada pela Secretaria Municipal das Culturas e reúne réplicas de arquivos históricos e documentos sobre prisões e torturas ocorridas no antigo prédio do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) do Rio de Janeiro.
Na exposição, os visitantes terão acesso à história do Palácio da Polícia, sede do Dops da Guanabara, onde foram realizadas operações de repressão, perseguição política e tortura, especialmente durante a ditadura civil-militar. O edifício, construído no início do século XX, também abrigou órgãos policiais que promoveram perseguições a terreiros de religiões afro-brasileiras.
Além disso, entre os materiais expostos na exposição, há registros sobre a prática racista das prisões, por vadiagem no pós-abolição, a repressão a organizadores de bailes soul nos anos 1970, relatos sobre o uso de uma jiboia para torturar presos políticos e comuns já em plena redemocratização, entre outras arbitrariedades cometidas contra os direitos humanos.
Data: Até 30/04
Horário: Todos os dias, das 9h às 21h
Local: Centro de Artes UFF
Endereço: Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí.
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