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InfoGripe da Fiocruz indica aumento de casos de H1N1 em adultos

Por Redação
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O H1N1 é um subtipo do vírus da gripe Influenza tipo A. Há cerca de dez anos, provocou uma epidemia que ficou conhecida como Gripe Suína
vacina influenza
Em Niterói, a vacinação contra gripe foi prorrogada. Foto

Sars-CoV-2 (Covid-19) em baixa, H1N1 em alta. Divulgado pela Fiocruz,  nesta quinta-feira (1), o Boletim InfoGripe aponta para um aumento do número de casos em adultos associados ao vírus influenza A, sendo majoritariamente por H1N1. O estudo também indica a manutenção da queda de casos positivos para Sars-CoV-2 (Covid-19) na mesma faixa etária.

O H1N1 ficou “famoso” há cerca de dez anos, quando uma epidemia desse subtipo do vírus da gripe Influenza tipo A (que ficou conhecida como gripe suína) provocou 2 mil mortes no Brasil.  Em Niterói, a vacinação contra a gripe foi prorrogada.

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De acordo com o Boletim, entre as crianças, principalmente na faixa até os dois anos, segue desde abril a manutenção do crescimento significativo de novos casos semanais e de internações por Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Referente à Semana Epidemiológica (SE) 20, de 14 a 20 de maio, a análise tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 22 de maio.

Coordenador do InfoGripe, o pesquisador Marcelo Gomes destaca que, na população a partir de 15 anos, a manutenção de um cenário que já vinha se desenhando durante o mês de abril, consolidando-se em maio.

Gomes observa que nas últimas quatro semanas (23 de abril a 20 de maio), cerca de 31% dos casos positivos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em pessoas a partir de 15 anos, estavam associados ao vírus influenza A, sendo o vírus H1N1 a maioria dos subtipados. No mês de março, cerca de 9% foram influenza A, subindo para 22% em abril.

Enquanto isso, o vírus da Covid-19 saiu de um patamar de 80% dos casos positivos em março para um percentual de 53% nas últimas quatro semanas nesse mesmo público.

Entre as capitais, 14 apresentam sinal de crescimento de SRAG: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio Branco (AC), Salvador (BA) e Teresina (PI).

– Enquanto em algumas dessas capitais o sinal é compatível com oscilação em período de baixa atividade, em outras se observa manutenção de crescimento expressivo de SRAG apenas entre as crianças. No entanto, também é possível identificar crescimento no número de capitais com aumento também na população adulta, decorrente de aumento recente nos casos associados aos vírus influenza A e B – afirma Marcelo.

No cenário epidemiológico geral do país, há sinal moderado de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de estabilidade na de curto prazo (últimas três semanas). Das 27 unidades federativas do Brasil, 19 apresentam tendência de crescimento.

Resultados positivos e óbitos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de: influenza A (17,8%); influenza B (6,9%); VSR (45,7%) e Sars-CoV-2/Covid-19 (23,5%).

Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de: influenza A (20,9%); influenza B (12,3%); VSR (10,4%) e Sars-CoV-2/Covid-19 (51,7%).

 

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