Niterói por niterói

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Inflação de agosto é a maior desde 2000; em Niterói alta é expressiva

Preço dos combustíveis na cidade é o mais alto do estado; nos supermercados, alimentos pesam no bolso do consumidor
Feijão preto é vendido por R$ 10,89. Foto: Thaís Sousa
Quilo do feijão preto passa de R$ 10 em supermercado de Niterói. Foto: Thaís Sousa

Gasolina a R$ 7 o litro, alimentos em alta expressiva. A elevação nos preços que tem abocanhado o salário dos brasileiros impulsionou a inflação de agosto. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,87% no último mês, após ficar em 0,96% em julho. Trata-se do pior resultado em 21 anos.

Os dados reforçam aquilo que o consumidor já sente na pele. Em Niterói, a alta nos combustíveis e nos itens alimentícios segue pressionando o orçamento das famílias. O A Seguir: Niterói mostrou, em agosto, que o preço da gasolina na cidade era o maior do estado: R$ 6,999. Praticamente R$ 7. Os combustíveis, aliás, puxaram a inflação, com alta de 2,96% em agosto, acima dos 1,24% do mês anterior.

Gasolina em Niterói chegou a R$ 6,999 em agosto. Foto de leitor

O custo das compras de mês também já impacta a vida da população. Nos supermercados de Niterói, itens básicos da alimentação estão muito mais caros do que há 12 meses. Na maioria dos estabelecimentos, o leite passa de R$ 5. A cartela com 30 ovos já é encontrada por R$ 20 e a carne de segunda passa de R$ 30 o quilo.

Demanda maior que oferta

Em conversa recente com o A Seguir: Niterói, o Diretor da faculdade de Economia da UFF, Ruy Santacruz explicou que duas situações têm pressionado os preços dos alimentos: problemas climáticos, como as geadas de julho e a estiagem no Centro-Sul do Brasil, e a conjuntura internacional, que aumentou o preço dos principais produtos que o país exporta.

— Tivemos aquela geada, que traz problemas na produção e na oferta, e isso está se refletindo agora em agosto. Agora o clima quente e seco na região Centro-Sul também não ajuda em nada — explica.

Além do desequilíbrio climático que comprometeu a produção, o mercado internacional tem “jogado contra” os brasileiros. É que o preço dos principais produtos que o Brasil exporta — como soja, milho e carne bovina, por exemplo — está nas alturas. Como resultado, o produtor ganha mais vendendo para fora. A produção que sobra é insuficiente para a demanda interna e fica mais cara.

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