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Infectologista diz que caminhamos para o fim da pandemia de Covid-19

Por Redação
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Em entrevista, Julio Croda prevê ainda que Brasil pode viver um cenário mais favorável ainda no primeiro semestre
covid 11
O coronavírus vai continuar, mas a redução da letalidade poderá significar o fim da pandemia

Foram dois anos de pesadelo, mas a pandemia de Covid-19 começa a dar sinais de que está chegando ao fim. A opinião é do infectologista Julio Croda, pesquisador da Fiocruz e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT). Em entrevista ao jornal O Globo, Croda prevê ainda que em breve haverá condições de se acabar com a obrigatoriedade do uso de máscara, inclusive no Brasil.

“Eu diria que estamos caminhando para o fim da pandemia e vamos entrar numa fase endêmica, com períodos sazonais epidêmicos, como já acontece com a gripe e a dengue, por exemplo. Passar da pandemia para a endemia não significa que a gente não vai ter o impacto da Covid-19 em termos de hospitalização e óbito. Significa que esse impacto vai ser menor a ponto de não ser necessário medidas restritivas tão radicais e eventualmente até a liberação do uso de máscaras, que é uma medida protetiva individual”, disse o especialista ao Globo.

Croda entende que a vacina é a grande responsável por esse momento atual e pelo futuro controle da pandemia.  A mudança de paradigma, explicou, é a letalidade. E a Covid mata menos quanto mais alta é a cobertura vacinal.

O infectologista disse ainda que as pessoas que hoje morrem vítimas da Covid fazem parte de três grupos: idosos muito extremos mesmo vacinados, pessoas com muita comorbidade e pessoas não vacinadas. À medida que a imunização avança, a tendência é reduzir essa letalidade, completou ele na entrevista ao jornal.

Para Croda, o fim da pandemia pode acontecer ainda este ano e este semestre no Brasil, mas vai variar de região para região do país, “dependendo da imunização da população, da letalidade e da dinâmica da infecção”.

Perguntado sobre quando o cenário de maior controle, com a possibilidade de relaxamento de medidas restritivas como o uso de máscara, deve acontecer no Brasil, respondeu:

“Acredito que ainda neste primeiro semestre a gente tenha uma situação mais favorável, que seja possível de alguma forma, declarar que não estamos mais em emergência de saúde pública, por exemplo. O número de hospitalizações e óbitos é que vai determinar o impacto sobre o serviço de saúde”.

 

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