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Grupo S.O.S Lagoa faz ato em frente à Prefeitura de Niterói

Por Redação
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O objetivo do movimento foi chamar a atenção para a má qualidade da água do sistema lagunar de Itaipu e Piratininga
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Grupo atua na preservação do sistema lagunar de Niterói há 37 anos Foto: reprodução

Integrantes do movimento S.O.S Lagoa promoveram um ato em frente à prefeitura de Niterói, nesta sexta-feira (14). O objetivo foi chamar a atenção para a má qualidade da água do sistema lagunar de Itaipu e Piratininga. De acordo com Katia Medeiros, uma das integrantes do grupo, é comum a mortandade de peixes, na região, por falta de oxigenação da água. O S.O.S Lagoa atua na preservação do sistema lagunar de Niterói há 37 anos

Katia informa que uma coleta de amostra da água feita na Estação de Tratamento de Água de Itaipu já indicou níveis de oxigênio abaixo do recomendado pelos órgãos ambientais.

– Em julho de 2021, fizemos uma medição coletiva com o Comitê da Baía de Guanabara, INEA, AMA Darcy Ribeiro e Águas de Niterói. Encontramos no Rio Colobri, poucos metros antes de desaguar na lagoa de Itaipu, níveis de fósforo acima do padrão permitido pela legislação.  O INEA (Instituto Estadual do Ambiente) fez uma nova testagem e encontrou níveis ainda mais altos – afirma Katia.

Ela informa que, nos primeiros dias de 2022, o INEA publicou um relato técnico em atendimento às denúncias feitas pelo Instituto Floresta Darcy Ribeiro (AmaDarcy) acerca de um possível despejo irregular de efluentes, feito pela empresa Águas de Niterói, no sistema lagunar Itaipu-Piratininga. Segundo o relatório, o material estaria saindo da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Itaipu e indo para o Parque Estadual da Serra da Tiririca-PESET.  A denúncia feita pela AmaDarcy, data de agosto de 2021, segundo Katia.

De acordo com o grupo S.O.S Itaipu, o relato técnico do INEA apontava que havia descarte irregular por parte da Águas de Niterói. Também mostrou que a quantidade de fósforo no córrego Colibri estava 136% acima do recomendado. Porém, a concessionária estaria questionando o relatório do INEA:

“A empresa Águas de Niterói insiste em dizer que o relatório é inválido e que o órgão estadual fiscalizador – INEA está errado. A Águas de Niterói informa que só sua análise é válida” afirma Katia.

Ela informa que, por conta do aumento de casos de Covid na cidade, o ato foi feito propositalmente por um grupo pequeno de pessoas.

Grupo Águas apresenta estudo paralelo ao INEA 

O grupo Águas de Niterói respondeu ao A Seguir que obteve amostras da mesma coleta realizada pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e a submeteu a nova análise, em outro laboratório. A empresa diz que a averiguação feita pelo Laboratório Oceanus encontrou níveis de fósforo dentro dos parâmetros considerados aceitáveis, diferente da análise do próprio INEA.  A empresa agora aguarda o resultado de avaliação do Instituto sobre uma nova amostra coletada no dia 6 de janeiro.

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