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Fonseca foi o bairro de Niterói com mais tiroteios em 2021, seguido por Ingá e Engenhoca

Ocorrências envolvendo armas de fogo aumentaram 129% no bairro da Zona Norte em relação ao ano passado
vFonseca é o bairro com maior número de tiroteios em 2021. Foto- Emusa
Fonseca é o bairro com maior número de tiroteios em 2021. Foto: Emusa

Palco de disputas entre as maiores facções do Rio de Janeiro, o Fonseca viveu em 2021 uma escalada de violência. As estatísticas da plataforma Fogo Cruzado mostram que o bairro teve 39 tiroteios entre 1 de janeiro e 31 julho. O número de ocorrências é 129% maior do que no mesmo período do ano passado, quando foram registradas 17 trocas de tiros na região.

O Fonseca tem, sozinho, quase a mesma incidência de disparos registrada nos três bairros que aparecem na sequência do “ranking” da Fogo Cruzado. Pelos dados da plataforma, Ingá é o segundo bairro mais violento, com 15 tiroteios, seguido por Engenhoca, com 14, e Cubango, com 13. Somadas, são 42 ocorrências.

Santa Rosa vem em seguida, com 11 tiroteios no ano, e os demais bairros da lista são Piratininga, Barreto, Caramujo, Icaraí e Badu, cada um deles tiveram menos de dez trocas de tiros registradas.

Ao todo, Niterói teve, segundo a plataforma, 158 tiroteios entre 1 de janeiro e 31 de julho de 2021. Do total, 78 teve a presença de agentes de segurança. Nestas ocorrências, 44 civis morreram, além de um policial. Outras 45 pessoas ficaram feridas, seis delas eram agentes de segurança.

Veja os dez bairros de Niterói com maior número de tiroteios em 2021:

  1. Fonseca: 39
  2. Ingá: 15
  3. Engenhoca: 14
  4. Cubango: 13
  5. Santa Rosa: 11
  6. Piratininga: 8
  7. Barreto: 8
  8. Caramujo: 7
  9. Icaraí: 6
  10. Badu: 5

Guerra entre facções

Os dados da Fogo Cruzado traduzem os momentos de terror vividos por moradores de Niterói entre maio e junho deste ano, quando a cidade vivenciou momentos de terror com guerras entre facções. Em maio, traficantes invadiram a comunidade do Santo Cristo, no Fonseca, expulsando o grupo criminoso que controlava o tráfico de drogas na região. A resposta veio no mês seguinte, quando o grupo que saiu perdedor na Zona Norte tentou tomar o controle do Morro do Estado, no Centro.

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