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Estado admite baixa de passageiros do Catamarã de Charitas e mira na licitação de 2023

Estudo para novo contrato de concessão será contratado, afirma Secretaria de Transportes
Estação fechou no começo da pandemia. Foto: Amanda Ares
Estação Hidroviária de Charitas segue fechada. Amanda Ares

A Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro confirmou, nesta-segunda-feira, que a Estação Hidroviária de Charitas não tem data para reabrir. De acordo com a pasta, o serviço seguirá suspenso pelo tempo que durarem as medidas de enfrentamento à pandemia. Enquanto isso, um novo modelo de licitação, prevista para 2023, será elaborado.

A Secretaria também admitiu a queda de 76% no número de passageiros do transporte aquaviário desde o começo da pandemia. A pasta, no entanto, não afirma que a baixa na demanda seria o motivo de a estação seguir fechada após 16 meses de pandemia.

“Vale ressaltar que o sistema aquaviário transportava, antes da pandemia, cerca de 80 mil passageiros e, hoje, aproximadamente 18 mil usuários utilizam este meio, representando uma queda de 76%. Destes, 17 mil passageiros são atendidos pela linha Arariboia, incluindo os da linha seletiva de Charitas”, diz nota da Secretaria de Transportes.

Ainda segundo a pasta, o contrato de concessão com a CCR Barcas termina em fevereiro de 2023. No momento, o Estado trabalha na contratação dos estudos de modelagem da nova licitação do sistema aquaviário.

Baixa demanda de passageiros inviabiliza operação

Segundo apuração do A Seguir: Niterói, a baixa no número de passageiros é o principal motivo de a estação permanecer fechada, mas o problema é anterior à pandemia. O volume de passageiros, que já chegou a 125 mil por dia, teve queda acentuada nos últimos anos, o que já causava desequilíbrio financeiro no contrato entre a operadora CCR e o Governo do Estado antes do isolamento social.

Hoje, mesmo com a retomada das atividades no Rio, em Niterói e em São Gonçalo, os passageiros procuram outra opção de transporte. O movimento de passageiros é de 16 mil por dia, entre Rio e Niterói, e 2 mil, nas linhas da Ilha do Governador e de Paquetá, todas com tarifa de R$ 6,90. As barcas, com capacidade para 1.300 ou até 2 mil passageiros, trafegam com uma ocupação máxima de 54% dos lugares nos horários de pico. Nas viagens de retorno, como são chamadas as travessias no sentido contrário ao do maior fluxo de passageiros, não passa de 3%. A CCR tem registros de barcas viajando com um único passageiro na linha de Paquetá, uma viagem que tem um custo operacional de R$ 3.600.

No caso da linha de Charitas, o serviço é considerado “seletivo”, uma vez que a travessia já é coberta pela linha entre a Praça Arariboia e a Praça XV. Com o volume atual de passageiros, os técnicos consideram inviável dividir a operação de Niterói entre as duas linhas, no Centro e em Charitas. Daí a decisão de concentrar as operações apenas na Praça Arariboia, de maior movimento, e que atende também a população de São Gonçalo.

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