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Enel faz mudanças, depois de críticas do Ministério das Minas e Energia

Por Redação
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Empresa muda comando em São Paulo, em meiao a críticas por apagão; Niterói também processa a concessionária
Furtos de energia explodiram no ano passado. Foto: Divulgação/Enel
Em Niterói, CPI pediu cancelamento da concessão por problemas recorrentes no fornecimento de energia. Foto: arquivo
A Enel muda o comando da empresa em São Paulo: o diretor-presidente Max Xavier Lins renunciou ao cargo e será substituído por Guilherme Gomes Lencastre, que  presidia o conselho de administração da empresa. A concessionária não revelou o motivo da saída. A empresa vem sendo pressionada pelo Ministério das Minas e Energia desde o início de novembro do ano passado, quando, um temporal, deixou 2,1 milhões de moradores da região metropolitana sem energia elétrica.

Em Niterói, outra área de concessão da Enel, a Prefeitura move ação judicial contra a empresa por falhas recorrentes no fornecimento. A Câmara Municipal chegou a fazer uma CPI para apurar responsabilidades e concluiu seus trabalhos com o pedido de suspensão da concessão da empresa, contratada pelo governo do estado do Rio. No plano federal, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) multou a empresa em R$ 165 milhões. Na semana passada, o ministro Alexandre Silveira (PSD) chegou a declarar que companhia terá que ampliar seus investimentos na melhoria do serviços se quiser continuar no Brasil.

Críticas

De acordo coma Folha de São Paulo, há uma semana, uma delegação da Enel veio da Itália e teve um encontro rápido com o ministro de Minas e Energia, em Brasília. O jornal apurou que, durante o encontro, Silveira reforçou o que já tinha dito a jornalistas, que se a companhia não fizer investimentos na qualidade do serviço de distribuição de energia, ela “pode dar tchau” ao país.

Depois da abertura do processo, o presidente da Enel Brasil, Antonio Scala, que respeitava as opiniões do poder público, mas sustentou ter o respaldo de “contratos robustos” e estar “seguro” dos investimentos anunciados pela empresa para resolver as falhas.

A companhia, que também opera no Rio e no Ceará,  anunciou, à epoca, que investirá R$ 18 bilhões no Brasil até 2026, dos quais 80% serão para distribuição. Em São Paulo, serão R$ 6,2 bilhões para tornar a rede mais resistente. A companhia também disse que contratará, em um ano, 1.200 funcionários para atender, com equipe própria, emergências.

Com Folha de São Paulo

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