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Crise nos transportes no estado do Rio atinge trens, metrô e barcas e não acaba com a pandemia

Documento da Secretaria de Transportes mostra que, mesmo com as medidas de flexibilização, a perda de passageiros continua grande
Serviço das barcas será totalmente remodelado, diante da queda de passageiros
Serviço das barcas será totalmente remodelado, diante da queda de passageiros

O setor de transportes ainda sofre os impactos da pandemia no estado do Rio de Janeiro, com forte queda na movimentação de passageiros especialmente no trnes, metrô e barcas. O cenário aparece na terceira edição do Boletim da Mobilidade Metropolitana, de setembro de 2021, apresentado pela Secretaria de Transportes.

O Secretário Juninho do Pneu destaca que, “com o início da vacinação e a retomada das atividades econômicas, havia a expectativa de um retorno gradual, mas esse cenário ainda não se concretizou.”

A edição, que reúne dados de abril, maio e junho, reforça a afirmação de que a mobilidade urbana é um dos setores mais afetados pelo coronavírus. Em uma comparação do segundo trimestre de 2021 com o período pré-pandemia verificam-se quedas de 58% no metrô e de 51% nos trens. O impacto maior continua sendo observado no sistema aquaviário, com redução de 77% da demanda.

O mais preocupante, no entanto, é que o quadro não aponta para uma recuperação, por enquanto. Diz o texto: “A partir de uma breve análise sobre os dados de demanda do sistema e também sobre as medidas de enfrentamento à pandemia, podemos afirmar que os padrões sociais adotados, tais como o home office, o uso de plataformas online para reuniões, aulas e eventos, o uso de transporte individual, entre outros, tiveram como consequência a queda abrupta e, posteriormente, a manutenção da redução da demanda no transporte público coletivo

A Subsecretária de Mobilidade e Integração Modal, Paula Azem, adverte, na análise do quadro, que será necessário a ação do estado para a reorganização do sistema de transportes na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

– Precisamos avançar nos projetos de reestruturação da mobilidade metropolitana, com foco no novo Sistema Estadual de Bilhetagem Eletrônica, na Avaliação e Redesenho do BUI, no Centro Integrado da Mobilidade Urbana – CIMU, na Modelagem e nova Concessão do Transporte Aquaviário e na Concessão dos Ônibus Intermunicipais. Além disso, precisamos encarar algumas discussões importantes como o modelo tarifário e a criação da Autoridade Metropolitana de Transportes. A Secretaria de Transportes se coloca aberta ao debate e convida os municípios, os operadores, a academia, a Sociedade Civil e demais atores para que, juntos, possamos enxergar e enfrentar essa crise como uma oportunidade para repensarmos o sistema de transportes da Região Metropolitana – sustenta.

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