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Construção de porto em Maricá gera polêmica por riscos ambientais

Por Redação
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Conselho Regional de Engenharia quer aprofundar debate sobre Terminal de Ponta Negra, na praia de Jaconé
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Porto seria o maior do hemisfério Sul para transportar produção do Pré Sal. Imagem ilustrativa: TPN

O projeto é ambicioso: a construção de terminais de transporte marítimo em Ponta Negra, um empreendimento que pode mudar a paisagem de Maricá e terá impacto no meio ambiente de toda a região. Por isso, profissionais de engenharia se mobilizam para discutir o assunto. “Porto de Jaconé: Desenvolvimento, Impactos Sociais e Ambientais”  é o tema do evento que o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia vai realizar no próximo dia 14 de junho.

O Porto, que será construído na Praia de Jaconé, é denominado oficialmente Terminais de Ponta Negra (TPN). É o maior projeto privado da região, com previsão de geração de 4 mil empregos diretos e até 12 mil indiretos. A expectativa é que seja o maior terminal de granéis líquidos do hemisfério sul para escoamento e tancagem do óleo do pré-sal, produzido na região.

Terminais de Ponta Negra

O projeto surgiu em 2011, quando a DTA Engenharia comprou a área na Praia de Jaconé. Em fevereiro deste ano, a empresa conseguiu as licenças para o início das obras. E na edição do Diário Oficial da União, do último dia 10 de maio, foi publicada resolução de construção de uma estrada de ferro, de carga, ligando o Porto de Jaconé à malha ferroviária nacional, através da Ferrovia Centro Atlântico (FCA). A previsão de investimento é da ordem de US$ 2,45 bilhões, segundo o presidente da DTA Engenharia, João Acácio.

Os impactos do projeto são diversos: sociais e ambientais. Haverá reflexos durante a obra e depois – com as atividades no porto -, que envolvem, por exemplo, a questão da mobilidade urbana, por exemplo.  Na área ambiental, riscos de acidentes com navios e a poluição do mar poderão prejudicar a pesca, o turismo.

O debate no Crea

Encontro, no próximo dia 14 de junho, (quarta-feira), na sede do Crea (rua Buenos Aires, 40, Centro, Rio), reunirá defensores e opositores, que analisarão os prós e contras do empreendimento.

O evento será aberto pelo presidente do Crea-RJ, engenheiro eletricista e de segurança do trabalho Luiz Antonio Cosenza; pelo engenheiro civil Luiz Carneiro e pelo geólogo Gabriel Fernandes; além do geógrafo Vagner Oliveira. Logo depois, haverá a participação de representantes da DTA Engenharia – empresa construtora do porto -; das prefeituras de Saquarema e de Maricá; do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro; do Instituto Estadual do Ambiente (INEA/RJ); e também do deputado Jorge Fellippe Neto, da Comissão de Defesa do Meio Ambiente, da ALERJ. Na sequência, falarão a professora Desireé Guichard, do Departamento de Geografia da UERJ; o professor e geólogo Renato Ramos, do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional/UFRJ; e Luiz Lopes, do Movimento SOS Porto de Jaconé.

As inscrições são gratuitas (não obrigatórias) e podem ser feitas pelo link: Link.  Quem não puder comparecer pode acompanhar a transmissão online, ao vivo, pela WebTV – o canal do Youtube do Crea-RJ. Para mais informações, acesse: comunicacao@crea-rj.org.br.

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