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Comércio de Niterói aposta na vacina mas espera uma recuperação gradual

Por Gabriel Gontijo
| aseguirniteroi@gmail.com
Presidentes do CDL e do Sindilojas e integrante do grupo Somos Empreendedoras demonstram esperança mas dizem que volta ao normal demora
Terminal
Muita gente e poucas máscaras no terminal junto às barcas, em Niterói. Foto reprodução da internet
Apesar de enxergarem na vacina contra a Covid-19 a esperança de uma virada na economia, profissionais do comércio de Niterói pregam cautela e afirmam que a mudança não será imediata. É o que pensa o presidente do Sindicato dos Lojistas de Niterói (Sindilojas), Charbel Tauil. De acordo com o dirigente, apesar da expectativa positiva, é preciso o lojista entender que o consumidor vai demorar a voltar com a rotina de compra nas lojas por causa do isolamento.
 
– A expectativa é grande e muito positiva, pois traz a possibilidade de um retorno à normalidade com tudo o que ela representa, incluindo o reaquecimento das atividades de comércio e serviços. Mas estamos muito conscientes, e temos falado muito disto para outros empreendedores, que esse retorno será gradual, não apenas porque o processo de vacinação levará algum tempo, mas também porque o consumidor está retraído após tantos meses de pandemia. Será quase uma reconquista de mercado, passo a passo, mês a mês, para todos nós – explica Tauil.
 
Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL), Luiz Vieira também discursa nesse sentido. Falando que “a vacina vai dar tranquilidade para as pessoas circularem novamente no comércio”, ele também admite que a retomada não será de imediato. O dirigente explica que algumas áreas deverão apresentar índices piores se comparado com outras.
 
– Indiscutivelmente essa retomada será gradual. Porém, existe uma demanda reprimida nas pessoas em relação ao consumo. Ou seja, venda de roupa, calçado, carro e outros artigos vão apresentar uma queda maior e uma retomada diferente de outros setores que não foram tão impactados, como os supermercados, já que alimentação é algo que não pode parar. E até mesmo nesta área há situações diferentes, pois os restaurantes tiveram redução nas vendas. Mesmo com a retomada, o espaço que pode ser usado não é o mesmo de antes, pois não pode haver aglomeração. Embora o delivery tenha sido uma ferramenta muito usada neste caso, também não se compara com o fato de você comer presencialmente, pois estando no local você pode consumir mais do que pedindo para ser entregue – exemplifica o presidente do CDL, que admite que embora a situação atual ainda seja “crítica”, programas como o Renda Cidadã e o Niterói Supera ajudaram a reduzir os prejuízos no setor, inclusive dos trabalhadores da área.
 
Integrante do grupo Somos Empreendedoras e proprietária de dois estabelecimentos comerciais em Icaraí, Letícia Torzecki chama a atenção para outro prejuízo causado pela pandemia na cidade: a baixa oferta de mão-de-obra. Explicando sobre esse ponto, ela afirma que a vacina é fundamental para o retorno de profissionais do comércio que tenham mais qualificação profissional, gerando assim o aumento da confiança da população em voltar a frequentar os estabelecimentos na rua.
 
Assim como o presidente do CDL, Letícia concorda que o serviço de comércio virtual não pode ser comparado ao presencial. Além disso, ela reconhece que essa prática tem atrapalhado os empreendedores que trabalham com comércio na cidade.
 
– É muito importante que a vacina devolva a confiança ao niteroiense a fazer o seu comércio de forma física, porque o setor online tem crescido exponencialmente e prejudicado demais o comércio da nossa cidade – explica a empreendedora.

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