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Com alta de casos, São Gonçalo volta à fase amarela de transmissão de Covid-19

Por Redação
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Mudança no covidômetro deu-se entre as semanas epidemiológicas 43 e 44. Município registrou 641 novos casos neste intervalo
São Gonçalo entra na fase amarela de Covid-19. Foto: Prefeitura de Niterói
São Gonçalo entra na fase amarela de Covid-19. Foto: Prefeitura de Niterói

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que os indicadores precoces da Covid-19 no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (11), seguiram com tendência de alta. Diante do aumento de casos, o município de São Gonçalo mudou de fase nos índices que medem a contaminação por coronavírus: saiu da fase verde, que indica normal controlado, e passou para fase amarela, isto é, baixo nível de contaminação.

A mudança no covidômetro deu-se entre as semanas epidemiológicas 43 (23 a 29 de outubro) e 44 (30 de outubro e 5 de novembro). Conforme levantamento da SES, a cidade registrou 641 novos casos de Covid – por data de confirmação – nestas duas semanas estudadas. O índice, aliás, seguiu alto na semana 45: 383 novas ocorrências foram confirmadas.

Leia mais: Especialista volta a recomendar uso de máscara contra Covid em locais fechados

São seis fases de avaliação da contaminação: verde (fase normal controlado, de 0 a 4 pontos), amarelo 1 (de 5 a 9 pontos, baixo risco), amarelo 2 (de 10 a 19 pontos, médio risco), laranja (de 20 a 29 pontos, alto risco), vermelho 1 (de 30 a 39 pontos, muito alto risco) e vermelho 2 (mais de 40 pontos, risco extremo).

Para ter a fase de risco determinada, são avaliados os cinco indicadores: capacidade de leitos de UTI, capacidade de leitos de enfermaria, variação de óbitos por covid-19, variação de novos casos e variação de pacientes internados. Dependendo dos números do sistema municipal de saúde, o município vai contando pontos. Com o total, a cidade é colocada em uma fase.

Ocupação de leitos justifica fase amarela

Os índices que medem o coronavírus pontuaram na ocupação de leitos de UTI adulto, que obteve 1 ponto; e na porcentagem dos casos da covid-19 notificados, que somou 8 pontos. Na semana epidemiológica 44/2022, os indicadores apontaram 16% de ocupação de leitos de UTI adulto. A ocupação de leitos de enfermaria ficou em 0% (0 ponto).

A variação de óbitos pelo coronavírus também ficou zerada, isto é, não houve mortes, apesar do aumento de casos. A variação de pacientes internados ficou em 0 (0 ponto). E, por último, a porcentagem dos casos da covid-19 notificados ficou em 524% (8 pontos).

Medidas adotadas

O avanço de casos gerou um estágio de alerta para a Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo (Semsa), que começou a adotar algumas medidas para tentar frear o contágio decorrente de uma nova subvariante do vírus, o BQ.1. As precauções foram tomadas junto ao Gabinete de Crise com o aumento dos casos da doença no Estado do Rio.

Agora, o uso de máscara passou a ser obrigatório em todas as unidades públicas de saúde de São Gonçalo, tanto para o público interno quanto para o externo. A portaria nº 32 foi publicada no Diário Oficial, na última quinta-feira (10). O mesmo documento emitido pela Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil de São Gonçalo também recomenda o uso de máscaras para públicos e situações específicas.

Fora das unidades de saúde, a Prefeitura também recomenda o uso de máscaras para pessoas com sintomas gripais, casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 e pessoas que tenham tido contato próximo com caso suspeito/confirmado com a doença em qualquer local.

Para as pessoas com fatores de riscos para complicações do coronavírus, em especial imunossuprimidos, idosos, gestantes e pessoas com múltiplas comorbidades, a recomendação do uso de máscaras é para os locais fechados e mal ventilados ou locais com aglomeração de pessoas.

A Semsa ainda orienta que a população mantenha os hábitos de lavar as mãos ou higienizar com álcool em gel, além de manter o esquema vacinal em dia.

Vacinação

Toda a população com mais de três anos pode ser vacinada contra o coronavírus. A quarta dose da vacina está disponível para todas as pessoas com mais de 18 anos que tenham mais de quatro meses de intervalo da terceira dose.

A quinta dose está disponível para os imunossuprimidos com mais de 18 anos, incluindo gestantes e puérperas. E a quarta dose está disponível para os adolescentes entre 12 e 17 anos imunossuprimidos – incluindo gestantes e puérperas. As doses de reforço podem ser aplicadas após intervalo de quatro meses da dose anterior.

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