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Citado na CPI da Covid, Instituto Vital Brazil diz que prestava consultoria a farmacêutica

Empresário Emanuel Catori, dono da Belcher Farmacêutica, foi questionado por membros da comissão sobre relações com a instituição
IVB foi relacionado a empresa investigada. Foto- Divulgação
IVB foi relacionado a empresa investigada. Foto: Divulgação

Depois de ser citado na CPI da Covid, o Instituto Vital Brazil (IVB) negou, na tarde desta terça-feira, qualquer intenção de firmar contrato com o Laboratório CanSino para importação da vacina Convidecia, mas admitiu que prestou consultoria à empresa que negociava o imunizante. Durante depoimento de Emanuel Catori à comissão, o dono da Belcher Farmacêutica do Brasil foi questionado sobre a “parceria” com o IVB para obter autorização para uso da vacina junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O processo de liberação, no entanto, foi interrompido.

Em nota, o IVB afirmou que foi convidado a prestar consultoria à Belcher para viabilizar o registro da Convidecia. Embora assine o pedido de autorização para uso emergencial junto com à farmacêutica brasileira, o instituto alega que a “consultoria não se concretizou”.

“O Instituto Vital Brazil informa que foi convidado a prestar uma consultoria regulatória para auxiliar a Belcher Farmacêutica no registro da vacina Convidecia junto à Anvisa, no entanto tal consultoria não se concretizou contratualmente. O Instituto salienta ainda que nunca foi cogitada a possibilidade de assinar nenhum contrato com o Laboratório CanSino”, diz a nota.

Segundo fatos confirmados por Catori na CPI, a Belcher, o IVB e a CanSino assinaram um termo de confidencialidade em 6 de abril de 2021. O Instituto e a empresa fizeram, ainda, um novo acordo semanas depois. Em 18 de maio, começaram as tratativas para liberação junto à Anvisa.

Em 27 de junho, quando o processo ainda estava em análise, a Anvisa anunciou que as empresas Belcher Farmacêutica do Brasil e Instituto Vital Brazil não tinham mais autorização para representar e produzir a vacina Convidecia no Brasil – sugerindo que a representação era, sim, dupla. A CanSino Biologicals informou a agência que os laboratórios brasileiros não poderiam mais fazer pedido de autorização para uso emergencial, registro, autorização de comercialização, bem como atividades de preparação e distribuição do imunizante.

O governo brasileiro compraria 60 milhões de doses de Convidecia ao preço de US$ 17 por unidade (aproximadamente R$ 85). O valor é ainda mais alto do que seria pago pela Covaxin, US$ 15 (R$ 80,70, na cotação da época), que também está sendo investigado na CPI.

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