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Chuva deixou 64 pessoas desabrigadas em Niterói

Por Sônia Apolinário
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Segundo a Prefeitura, cidade registrou recorde de volume de chuva: 120,2 mm. No Rio, bairro de Anchieta atingiu 259,2 mm de chuva em 24h
chuva 14 janeiro 2024
Situação da Avenida 7 de Setembro com Gavião Peixoto, na madrugada de domingo. Foto: reprodução rede social

A chuva que caiu em Niterói, no último fim de semana, deixou 21 pessoas desabrigadas e 43 desalojadas. Não há registro de mortes nem de feridos graves. O balanço foi divulgado pela Prefeitura.

De acordo com a Defesa Civil do município, foram registrados 14 ocorrências de deslizamentos, englobando encosta e residências, nas regiões do Boa Vista, Bonfim, Cavalão, São Francisco e Morro da Penha. Ainda foram registrados 12 casos de queda de árvores.

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Desde a noite de sábado foram acionadas oito sirenes: as do Morro do Estado, Morro da Penha, Boa Vista, Jurujuba, Cavalão, Preventório, Travessa Beltrão e Morro do Palácio.

Moradores dessas áreas foram orientados a se deslocarem para pontos de apoio com ajuda de voluntários e lideranças dos Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs).

Rua Lopes Trovão, em Icaraí, na madrugada de domingo. Foto: reprodução rede social

Segundo a Prefeitura de Niterói, a cidade registrou recorde histórico de volume de chuva, na noite deste sábado (13):  120,2 milímetros no período de uma hora, o que representa mais de 80% do volume esperado para todo o mês de janeiro.

A Defesa Civil informou que a chuva em Niterói excedeu a classificação adotada pelos municípios brasileiros: abaixo de 5,0 mm/h; chuva moderada: entre 5,0 e 25 mm/h; chuva forte: entre 25,1 e 50 mm/h; e chuva muito forte: acima de 50,0 mm/h. Segundo o secretário municipal de Defesa Civil e Geotecnia, coronel Walace Medeiros, o maior registro de chuva em Niterói, até este fim de semana, era de 86 milímetros em uma hora, em fevereiro do ano passado.

Nesta segunda-feira (15), o trabalho de limpeza da cidade, iniciado no domingo, prosseguia. Mais de 100 toneladas de resíduos já tinham sido recolhidos pelos funcionários da Companhia de Limpeza Urbana de Niterói (Clin) e da secretaria municipal de Conservação.

Foram registrados 14 ocorrências de deslizamentos, na cidade. Foto: Prefeitura de Niterói

Na manhã de domingo (14), o prefeito de Niterói, Axel Grael, visitou algumas áreas atingidas pelas chuvas. Segundo ele, os investimentos em resiliência são fundamentais para salvar vidas na cidade.

– Niterói, desde 2013, vem desenvolvendo um grande esforço de investimentos em resiliência. De lá para cá, são cerca de R$ 1 bilhão investidos em contenção de encostas e drenagem. Somente no ano passado, nós investimos, em 80 obras, cerca de R$ 240 milhões, e vamos continuar trabalhando para que a gente possa seguir salvando vidas, como estamos verificando agora. Foram chuvas muito intensas, entre as mais fortes registradas na cidade, nós tivemos muitos transtornos, mas, de um modo geral, a gente vê que a cidade resistiu – afirmou o prefeito.

Às 15h desta segunda-feira, a Defesa Civil de Niterói informou que a cidade voltou ao estádio de alerta. No domingo, às 2h15, entrara em alerta máximo por conta das chuvas. A semana em Niterói tem previsão de mais chuva e calor.

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Rio de Janeiro

A chuva também foi intensa na cidade do Rio de Janeiro. A estação meteorológica de Anchieta atingiu o acumulado de259,2 milímetros de chuva no período de 24 horas, na madrugada de domingo. O volume, de acordo com a Prefeitura do Rio, foi recorde em toda a série histórica do Sistema Alerta Rio (desde 1997) naquela estação meteorológica.

Choveu em Anchieta aproximadamente 40% a mais do que a média histórica de janeiro naquela região: em apenas um dia choveu muito mais do que era esperado para o mês inteiro: 138,4% da média de janeiro.

Em Irajá, na Zona Norte carioca, onde um trecho da Avenida Brasil foi interditado, o índice pluviométrico foi de 213 milímetros em 24 horas. Onze pessoas morreram em decorrência das chuvas, no Rio.

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