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Cantora de Niterói que estreou ainda adolescente em programa de TV fala de seus projetos musicais

Por Por Gabriel Gontijo
Com um repertório variado, Giovana Adoracion desenvolveu o “Friday Hour” mesmo com a incerteza no meio artístico.
cantora niterói
Foto: Divulgação

De Ella Fitzgerald a Tom Jobim, passando por Amy Winehouse e Jorge Ben. Essa é parte da inspiração artística da cantora Giovana Adoracion, de 27 anos, nascida e criada em Niterói. Desde 23 de abril deste ano ela resolveu colocar em prática um projeto na web, mesmo com a situação econômica prejudicando inúmeros profissionais que trabalham na área musical.

Chamado de “Friday Hour”, o projeto é um show online que acontece todas as sextas, sempre às 20 horas, no perfil que a artista tem no Instagram, o @GiovanaAdoracion. Cada live tem uma apresentação solo intimista com um repertório variado, que mistura canções nacionais e internacionais de nomes consagrados com letras compostas pela própria Giovana.

Ciente de que o momento atual não é o mais adequado para o lançamento de projetos na área da música, Giovana explica que é necessário sempre se reinventar, pois sempre existirão períodos de adversidades na vida de qualquer pessoa.

– A música sempre vai existir. Talvez os eventos presenciais demorem um pouco a voltar, Então como a gente pode fazer a nossa música agregar na vida das pessoas, a ter contato com gente de diferentes tipos? E fazer chegar nossa arte até elas de outra maneira. Enquanto muitos de nós procuramos cumprir o isolamento, já vinha pensando em como atingir esse público. Foi nesse contexto que criei a ideia da live com a pegada que divulgo nas minhas redes – explica a cantora, que faz questão de manter uma interatividade com o público durantes as lives, buscando até atender os pedidos de músicas feitos nos comentários durante as apresentações.

Participação no “Ídolos” causou briga entre jurados no programa

O gosto pela música vem desde a infância e ela explica que sempre viu o pai escutando todo o tipo de gênero musical. Por isso que ela tem um repertório tão variado. E tal variedade causou uma situação curiosa para Giovana na televisão. Em 2010, quando era uma adolescente de 16 anos, ela participou do programa Ídolos, exibido pela TV Record na época.

Assim que ficou de frente aos jurados, ela resolveu fazer uma “brincadeirinha” antes da apresentação começar de fato. Dos três integrantes do júri, dois divergiram da forma como Giovana se apresentou. O produtor Marco Camargo gostou da proposta, mas o empresário Luiz Calainho discordou. Ambos discutiram de forma áspera, deixando a niteroiense assustada. Passados 11 anos do episódio, ela se diverte ao relembrar a briga durante a audição responsável por aprová-la a seguir no programa.

– Quando eu participei foi a primeira vez que alguém menor de idade podia se candidatar, coisa que antes não podia. Então imagine para mim, uma adolescente numa prova de fogo, ver tudo aquilo. Entrei lá esperando por um “sim” ou um “não” e de repente eu vejo aquela briga, que até hoje não sei como surgiu. Na hora eu só ficava pensando: “O que está acontecendo?” – relembra às gargalhadas.

A cantora conta que, apesar de ter ficado assustada, o episódio se mostrou benéfico para ela. Giovana explica que como usava um cabelo rosa na ocasião, muita gente a reconhecia na escola e nas ruas.

– Isso acabou me ajudando e criando uma situação engraçada. Direto tinha gente que me parava e perguntava: “Foi você a moça do cabelo rosa que causou aquela briga entre os jurados?” (risos). Foi muito curioso e até me ajudou com divulgação na época – diverte-se.

Arthur Maia faleceu no dia em que se apresentaria ao lado dela

Questionada sobre qual artista niteroiense ela é mais fã ou gostaria de fazer uma apresentação, a artista fala que “Niterói tem muitos artistas bons” e que é difícil citar um, mas se emociona ao relembrar de um show que faria ao lado do baixista Arthur Maia, falecido em 2019 vítima de um infarto.

Giovana lembra que ambos fariam uma apresentação beneficente para a ONG Pérolas, de Niterói, que faz um trabalho para mulheres vítimas de câncer de mama. – Fizemos um ensaio um dia antes em Itaipu para esse evento beneficente. Foi uma reunião muito bacana e preparamos um baita de um show. Após o ensaio, ele mandou uma mensagem para mim e para os demais músicos dizendo que estava passando mal. Achamos que seria algo passageiro, jamais imaginava que iria perder nosso amigo nesse dia. Foi um choque muito grande e chegamos muito tristes ao evento. Antes da apresentação começar falei para a banda que mesmo com o momento sendo muito ruim, tínhamos que dar alegria para aquelas mulheres guerreiras. Conseguimos fazer a apresentação e ao fim todos se emocionaram muito – recorda.

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