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O fim de semana de sol levou muita gente à praia de Camboinhas e chamou a atenção dos banhistas para a obra de recuperação da orla, depois que três ressacas seguidas derrubaram parte do barranco de areia e as escadas de três quiosques. Homens e máquinas pesadas trabalham no local e já é possível ver o muro de proteção que começa a subir, marcando os novos limites da calçada, avançando mais de dez metros em direção ao mar. A Prefeitura de Niterói informou que a obra vai custar R$ 10,6 milhões e será entregue até o fim do ano.
– A parede está torta. Está inclinada. Eles devem corrigir isso. Deve ter uma forma de escorar direito. Provavelmente quando aterrarem o buraco entre a calçada e o muro – era o comentário dos banhistas, diante da obra. No quiosque em frente, nem os comerciantes nem os operários sabiam dar detalhes sobre o projeto. “Perguntamos sobre a escada de acesso à praia, mas ninguém soube dizer como será” – disse o dono de um dos três quiosques que perderam a escada.
Emergência
A Prefeitura de Niterói anunciou o trabalho de recuperação da orla de Camboinhas como “obra emergencial”. A Empresa Municipal de Moradia Urbanização e Saneamento, a Emusa, é responsável pelas melhorias no local, para proteger o calçadão e os quiosques dos impactos de ressacas. O investimento é de R$10,6 milhões e não cobre toda a orla, apenas o trecho mais atingido, na parte esquerda da praia, onde há três quiosques, numa extensão de 270 metros. O calçadão todo tem cerca de 1.500 metros.
De acordo com o presidente da Emusa, Paulo César Carrera, “a nova estrutura resistirá às ações do mar por um longo período de tempo sem oxidar. Além do muro, a orla também receberá melhorias nas escadas de acesso e reflorestamento da restinga”.
O muro de contenção que está sendo erguido é semelhante ao usado na contenção de encostas, que se vê nas estradas, com pedras contidas por uma tela de arame. Na praia de Camboinhas a obra chama a atenção dos banhistas pela distância do calçadão, mais de dez metros em direção ao mar. O projeto não foi detalhado pela Prefeitura, quando divulgou o início das obras. Moradores e banhistas que passam por ali acreditam que o espaço entre o barranco e o muro será aterrado.
-Eu queria saber como será o acesso à praia, a escada. Perguntei aos responsáveis, quando estiveram aqui. Mas disseram que o projeto ainda não foi detalhado. Eu imagino que vão aterrar a área entre o barranco e o muro e ampliar a extensão da restinga. Mas ninguém informou nada – comentou o dono de um dos quiosques afetado.
Segundo a Emusa, “já houve a conclusão da escavação e já foram colocadas as sacarias para proteção do talude e do quiosque. Neste momento, os serviços acontecem na base do muro em gabião. A previsão é que a obra fique pronta até o próximo verão.”
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