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Boletim da Fiocruz alerta para aumento de casos associados à influenza A

Por Livia Figueiredo
| aseguirniteroi@gmail.com

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Indicadores alertam para a tendência de aumento de SRAG nas últimas semanas, observado especialmente em crianças e adolescentes
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Especialistas reforçam a importância da vacina para melhor proteção. Foto: Divulgação/Prefeitura

O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira (21), alerta para o aumento recente de casos associados à influenza A: o vírus H3N2 gerou um surto fora de época no final do ano passado e está aparecendo novamente em São Paulo. Os indícios na capital paulista sinalizam tendência de aumento de SRAG nas últimas semanas, observado especialmente em crianças e adolescentes, e pode estar associado ao aumento de casos de influenza.

– Por isso, não podemos esquecer da vacina para ter a melhor proteção possível – destacou o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes.

Referente à Semana Epidemiológica (SE) 37, período de 11 a 17 de setembro, o boletim tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 19 de setembro.

Os dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária seguem apontando para amplo predomínio do vírus Sars-CoV-2, especialmente na população adulta. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos com resultado positivo para vírus respiratórios foi de 9,7% para influenza A; 0,8% para influenza B; 8,6% para vírus sincicial respiratório (VSR); e 55,8% para Sars-CoV-2 (Covid-19). Houve uma queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas tendências de longo (últimas seis semanas) e curto prazo (últimas três semanas).

Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos nesse período foi de 1,9% para influenza A; 0,0% para influenza B; 0,0% para VSR; e 90,3% para Sars-CoV-2.

Os dados atuais sugerem que a tendência de aumento de casos entre crianças e adolescentes (0 a 17 anos) que se observou na maioria dos estados a partir do final de julho já dá claros indícios de interrupção na maioria dos estados, com alguns desses já apresentando início de processo de queda.

No cenário geral, observa-se queda ou estabilidade na incidência de casos em praticamente todas as faixas etárias da população adulta. A curva nacional segue apontando para um patamar inferior ao observado em abril de 2022, até então o mais baixo desde o início da epidemia de Covid-19 no Brasil.

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