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A festa colorida do outono na orla de Niterói

Por Luiz Claudio Latgé
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Surf, canoa havaiana, vela, beach tenis, altinha, pesca, vôlei e parapente agitaram o fim de semana da cidade
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O voo de parapente do Parque da Cidade foi uma das atrações de Niterói

Nem tão quente a ponto de não dar para andar na rua, nem tão frio para se esconder embaixo das cobertas. A última semana de maio revelou uma cidade cheia de atrações para moradores e visitantes e coloriu a extensa orla com todo tipo de atividade: surf, canoa havaiana, vela, beach tenis,  altinha, pesca, vôlei e parapente.  O outono fez a sua parte e tem oferecido um espetáculo especial no por do sol.

Niterói é uma cidade a beira mar, Vila Real da Praia Grande, na sua fundação. Mas nem sempre soube aproveitar os atrativos que o contato com o mar oferece, num geografia recortada por montanhas e mata nativa. Neste sábado (29), depois de um ano atribulado pela pandemia,  carnaval fora de hora, frio e granizo, Niterói teve finalmente um fim de semana para exibir todas as suas atrações.

A Baía de Guanabara

As praias da Baía de Guanabara foram ocupadas por todo tipo de atividade. Na orla, a caminhada, a corrida, a ginástica de sempre. No Gragoatá, a pesca da calçada e os caiaques em torno da ilha da Boa Viagem. Em Icaraí, um pouco de tudo: vôlei de praia, beach tênis, futebol, altinha. E o tradicional “parquinho” das crianças. Na ciclovia, a movimentação das bikes.

– Isso aqui está uma delícia. Todo mundo saiu, a temperatura está boa e tem todo tipo de opção, disse Maria Isabel, sem tirar o capacete de ciclista da cabeça e o canudo do coco da boca, ao lado de um dos quiosques.

Em São Francisco, a movimentação de sempre no Parque do Skate. Mas a agitação ficou por conta das canoas havaianas, em competição oficial, e das quadras de beach tênis, duas práticas que têm mobilizado os moradores da cidade, com o surgimento de escolinhas e equipes esportivas. No mar, as velas do iatismo, referência na cidade de campeões olímpicos. Em Charitas, um grupo de pescadores aproveitava a água excepcionalmente limpa, depois de alguns dias sem chuva. Dava para ver as tartarugas nadando perto das pedras da Praça do Rádio Amador.

– Ali, está vendo?, tem duas, nadando… Aponta Marcelo Moreira, que saiu de São Gonçalo para passear com o filho Mateus.

Mas o que chamava mesmo a atenção naquele pedaço da cidade era o colorido dos parapentes. Em determinados momentos era  possível contar mais de 25 voando, a partir do Parque da Cidade.  Na chegada, parecia uma pista de aeroporto, com um “voador” chegando atrás do outro. Não sobrou muito espaço para o pessoal do aeromodelismo e dos drones.

E tinha mais: futebol em Charitas e cerveja na mureta, em Jurujuba.

Região Oceânica

Para os moradores, foi um fim de semana para curtir a cidade, a céu aberto. De bicicleta ou nas trilhas existentes em Niterói. No Parque da Cidade, a aventura da mountain bike. E a melhor vista do Rio. Na Serra da Tiririca, a temperatura certa para a subida da Andorinha e do Costão do Elefante.

A perfeita “conspiração” da meteorologia e a oferta de opções diversas e espalhadas pela cidade propiciou um raro sábado sem engarrafamentos,  em Niterói.  A praias oceânicas receberam bom movimento, mas sem superlotação, talvez ainda por causa da desconfiança com o tempo, que andou frio nos últimos dez dias e castigou a cidade com ressacas e até com chuva de granizo. Sem “desequilíbrio climático”, deu para aproveitar o sol.

Surf, em Itacoatiara. E frescobol, claro. E altinha. Vôlei,  pesca e bicicleta, em Piratininga. E o clássico futvolei no final da Prainha da Baleia. Canoas em Camboinhas e Itaipu. Tudo com direito a peixe na praia e caldo de cana no Fla-Flu, na volta. A tempo de ver o por do sol do parque da Cidade, cobrindo a paisagem de vermelho

Tudo de bom

A cidade-dormitório, que se acostumou a viver à sombra do Rio, parece ser capaz de oferecer opções de lazer e entretenimento. O passeio pela orla deixou de fora algumas das melhores atrações da cidade. O Campo de São Bento, os hortos, o roteiro dos fortes, a visita à Fortaleza de Santa Cruz ou ao forte São Luiz, o Forte do Pico. E o mercado de São Pedro.

No roteiro, ainda aparecem os museus, a arquitetura do MAC, a criatividade das mostras da Sala Janete Costa… A cidade ganhou ainda palcos musicais. E hoje apresenta opções de gastronomia que vão além da Gruta de Santo Antônio, do Caneco do Mário e do Antônio do Bacalhau. Niterói tem ainda um circuito cervejeiro que começa na Noi, mas já exibe algumas dezenas de marcas próprias e bares sempre disputados.

Para fechar um fim de semana que teve Lobão no Municipal, e Festival de Churrasco no Teatro Popular, a exibição de Van Gogh no MAC reuniu o maior público da história do museu e coloriu a noite de Niterói.

Um fim de semana para viver a cidade.

 

 

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