Niterói por niterói

Trajano de Moraes

O jornalista niteroiense Trajano de Moraes sempre esteve ligado à cobertura dos assuntos internacionais em longas passagens por Jornal do Brasil e O Globo. É formado pela Escola de Comunicação da UFRJ e mora em NIterói.
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Tráfico e assassinato em cenário rural do Estado do Rio

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A antes pacata Trajano de Moraes, como outros municípios do Estado do Rio, sofre com o tráfico de drogas

Este colunista, mais focado em notícias internacionais, hoje vai escrever sobre um mundo mais próximo. Nem preciso falar sobre qual cidade vou falar porque meu nome já denuncia…

A semana de 20 a 27 de março foi tensa para os habitantes de Trajano de Moraes, município da Região Serrana do Estado do Rio. No dia 24, uma quinta-feira, policiais do 11º Batalhão da PM (Nova Friburgo) fizeram uma operação na cidade para prender traficantes que haviam se instalado no Morro do Galo, no bairro Represa.

No domingo, 27, um crime brutal revoltou os moradores: o corpo nu e banhado em sangue de uma mulher foi encontrado num local ermo, ferido por arma branca (faca, etc.) e com a garganta cortada. A vítima, Verônica Pires, 37 anos, era usuária de drogas e garota de programa. A batida policial e o assassinato quebraram a calma do pacato município, afastado dos grandes centros. Trajano, 10.653 habitantes, fica a 215km de Niterói.

Segundo uma fonte da polícia de Trajano, que pediu anonimato, só os golpes via celular e aplicativos, classificados como estelionato, superam os problemas com tráfico de drogas na cidade. No dia 24, várias prisões foram feitas no Morro do Galo, entre elas do chefe do tráfico local, Venceslau Moreira, conhecido como “Cury”, com várias passagens anteriores pela polícia e pela Justiça.

Muitos moradores não puderam sair de suas casas durante a operação, por temor de serem atingidos por tiros, que acabaram não sendo disparados. Foram presos seis suspeitos e apreendidas duas pistolas, munição, rádios-comunicadores e cartões de crédito em nome de outras pessoas.

O corpo de Verônica foi encontrado domingo à noite, a cerca de 500m do cemitério de Trajano, mas o local está dentro do município vizinho de Santa Maria Madalena. Sendo assim, as investigações correm por conta da 156ª DP, em Madalena, e não da 157ª, de Trajano. A polícia ainda não revelou por que motivo ela foi assassinada nem o autor, ou autores, do crime. Madalena, 10.392 moradores, fica a 243km de Niterói.

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