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Andrea Ladislau

Andrea Ladislau é graduada em Letras e Administração de Empresas, pós-graduada em Administração Hospitalar e Psicanálise e doutora em Psicanálise Contemporânea. Tem especialização em Psicopedagogia e Inclusão Digital. Na pandemia, criou no Whatsapp o grupo Reflexões Positivas, para apoio emocional a pessoas do Brasil inteiro.
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O Bullying que afeta o desenvolvimento psíquico das crianças

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A melhor forma de acabar com o bullying é pela conscientização e prevenção.

O período de desenvolvimento psicológico, intelectual e físico de crianças e adolescentes é muito sério, importante e carregado de nuances e emoções. É nesta fase que as alterações de comportamento, corpo e também de personalidade se acentuam e marcam a vida dos jovens.

Eles estão se descobrindo e se percebendo enquanto ser humano que, possui medos, dúvidas, sentimentos, emoções afloradas e desejos reprimidos.Trazendo todas essas questões para a avaliação da influência do bullying no desenvolvimento de nossos jovens e crianças, podemos entender que, por ser um conjunto de atos de violência física e psicológica, de forma intencional e contínua, trazem sim grandes impactos na trajetória destes.

Deixando claro que, o Bullying pode ser configurado tanto como agressão física e verbal, quanto psicológica, atentando para a integridade de quem o sofre.

Esse comportamento agressivo pode surgir de diversas maneiras. Muitas vezes o que pode parecer apenas um tipo de brincadeira, tem uma conotação camuflada de agressividade velada, através de atitudes graves que divergem da inocência, trazendo para essas crianças e adolescentes sérias consequências.

Sim, se perguntarem se o bullying afeta a saúde mental do indivíduo? A resposta é sim, afeta e traz deficiências para a vida de uma forma geral. Ele é um problema social muito grave, mas engana-se quem pensa que ele só acontece dentro do mundo acadêmico.

Ele pode surgir em qualquer ambiente. Existe uma complexidade grave na classificação do bullying que demonstra o comportamento agressivo capaz de provocar danos de forma intencional, repetidas vezes, ocasionando um total desequilíbrio da relação interpessoal dos envolvidos.

Os seus efeitos podem ser curtos ou de longo prazo, diretos ou indiretos. O psicológico do afetado fica abalado e podemos observar que a criança ou o jovem que sofre o bullying pode apresentar sintomas de insônia, reações psicossomáticas, medo, angústia, insegurança, dificuldade de interação com o outro, déficit de atenção e, nos casos mais graves, pode apresentar sintomas depressivos de alta grandeza, desencadeando transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico e, até levar ao suicídio.

O Bullying tem todas as características de um ato perverso e desumano. Uma agressão violenta e que estimula o emocional e o psíquico da vítima de uma maneira devastadora. O praticante desta ação muitas vezes, demonstra prazer em promover a humilhação do outro reincidentemente.

Portanto, não existe uma forma melhor de acabar com esta prática grave do bullying que não seja pela conscientização, correção e também pela prevenção. Fazer com que nossos jovens e crianças percebam que podem estar sofrendo essas agressões e que devem sim, denunciar e falar com seus professores, diretores e pais.

Através deste cuidado poderemos ver inibida essa violência. Somada à união, educação, formação adequada do caráter e da personalidade deste ser humano, certamente, veremos um cenário melhor e mais propício a boas práticas de convivência e de relações interpessoais saudáveis e menos carregadas de perversidade e falta de empatia.

Pois, quem sofre Bullying pode ter consequências gravíssimas em seu desenvolvimento se negligenciarmos a proteção e até a punição, já que essa prática afeta a saúde mental e física de nossas crianças.

Dra. Andréa Ladislau /  Psicanalista

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