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Andrea Ladislau

Andrea Ladislau é graduada em Letras e Administração de Empresas, pós-graduada em Administração Hospitalar e Psicanálise e doutora em Psicanálise Contemporânea. Tem especialização em Psicopedagogia e Inclusão Digital. Na pandemia, criou no Whatsapp o grupo Reflexões Positivas, para apoio emocional a pessoas do Brasil inteiro.
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Impotência sexual psicológica: um drama silencioso carregado de traumas

homem com depressão
São várias as causas da impotência psicológica.

Nem sempre as causas de uma disfunção erétil ou uma impotência sexual estão diretamente ligadas a problemas orgânicos e fisiológicos, como os vasculares ou hormonais. Muitos são os casos em que a impotência está diretamente relacionada a distúrbios emocionais e psicológicos. Estudos comprovam que, grande parte da população ativa sexualmente, vive o drama da impotência psicológica.

No caso dos homens, ao se sentirem estimulados e excitados sexualmente, o cérebro, os nervos, o coração, os vasos sanguíneos e os hormônios se alinham para juntos, fluírem uma maior quantidade de sangue para o pênis.

Desta forma, o sangue fica ali retido por duas câmaras esponjosas situadas no corpo do órgão sexual masculino e, ao se encherem de sangue estas câmaras entram em processo de expansão, resultando na rigidez e no alongamento de diâmetro e tamanho do pênis.

A disfunção erétil psicológica está ancorada nas emoções, neuroses, traumas, preocupações, fobias e distúrbios psicológicos que o indivíduo carrega enraizado na mente.

São várias as causas desta impotência psicológica: bloqueio pela ansiedade de desempenho; a cobrança pessoal excessiva para se atingir o clímax e mostrar virilidade; depressão; conflitos em relação à preferência e orientação sexual; drogas; falta de prazer; traumas pós-acidentes; padrões estéticos exagerados; doutrina religiosa castradora; altos níveis de estresse; mitos sexuais; diminuição da libido; baixa autoestima, estresse, problemas financeiros e conflitos emocionais e amorosos.

A trava no homem também pode estar fixada no medo de falhar mais de uma vez ou no fato de se sentir inibido quando se relaciona com alguém que desperte atenção especial.

A terapia pode ajudar esse homem a confrontar seus medos, seus conflitos, suas cobranças pessoais e controlar a ansiedade perante o ato sexual, fornecendo elementos para que se consiga encarar sua sexualidade sem as tensões provocadas por situações externas e sem se cobrar tanto por desempenho, que gera ainda mais ansiedade para obter ereção.

O objetivo é fortalecer a autoestima, o amor próprio, eliminar os medos e cobranças excessivas, além de estimular mecanismos para um melhor gerenciamento emocional.

Por fim, podemos ter resultados muito mais eficazes através do equilíbrio psicológico e da promoção do bem-estar contínuo. Porém, o que vemos, na maior parte dos casos, é a negligência ao problema.

Muitos recorrem a tratamentos paliativos como estimuladores sexuais ou vasodilatadores sem qualquer orientação médica, ocasionando ataques cardíacos e até infartos fulminantes causados pela ingestão indiscriminada destas drogas.

Enfim, mais uma vez constatamos o quanto nossa mente é poderosa e uma exímia controladora de nossas ações e do nosso comportamento. A sensação de prazer produzida através do sexo e de atividades sensuais, estimula o bem-estar e o equilíbrio do ser humano.

Para tanto, é preciso se autoconhecer, descortinar gatilhos impeditivos, eliminar crenças limitantes e, principalmente, dominar suas emoções e gerenciar os sentimentos com o objetivo de relaxar e se entregar ao prazer, sem estresse, sem medos e sem castrações mentais.

Afinal a atividade sexual é responsável pela liberação de hormônios que regulam as tensões e amenizam as dores, além de ser um excelente rejuvenescedor do nosso tecido cutâneo, aumentando a imunidade e promovendo a vivacidade que o organismo e a mente necessitam diariamente.

Dra. Andréa Ladislau  /  Psicanalista

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