A segurança voltou a aparecer como uma das principais preocupações do eleitor do estado do Rio. Os índices de roubos, furtos, assaltos à mão armada crescem – apesar de notadamente subnotificados, diante da descrença de que a Polícia possa recuperar carros, bicicletas, celulares ou mesmo fios roubados.
A proteção do cidadão deveria estar acima de divergências políticas, como ademais Saúde e Educação. Mas não é assim que funciona. E desde a eleição para as prefeituras, em 2024, quando os candidatos Eduardo Paes venceu o ex-chefe da Polícia Federal, o bolsonarista Alexandre Ramagem (PL), em seu próprio território, as disputas entre o governo do Estado e as prefeituras sobre o combate à violência aparecem no alto da disputa do poder.
O desempenho de Cláudio Castro, do PL de Bolsonaro, contribuiu para isto – tornado alvo das críticas até de seus próprios aliados. A segurança é tarefa do estado, mas o descontrole, o crescimento do tráfico e das milícias e o aumento da insegurança pública transformaram o assunto em ‘espólio’ eleitoral. E a disputa levou os prefeitos do Rio, de Maricá e Belford Roxo, a defenderem a ideia de armar as Guardas Municipais, proposta controversa, que em Niterói foi afastada por plebiscito.
Paes deverá ser candidato ao Governo do estado. O PT de Whasington Quaquá provavelmente não terá candidato próprio, como na última eleição. Não é atoa que o prefeito de Maricá se antecipa e sugere o nome do ex-prefeito Fabiano Rocha para vice. Belford Roxo está na área de influência de Castro, mas também aprovou a guarda armada, esta semana. O prefeito Márcio Canella é do União Brasil, que ensaia um descolamento do governo bolsonarista e talvez tenha candidato próprio.
Enquanto isto, o eleitor fica no meio do tiroteio.