4 de abril

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Luiz Cláudio Latgé

Jornalista, documentarista, cronista, atuou na TV Globo por 30 anos, como repórter, editor, diretor. Consultor em estratégia de comunicação, mora em Niterói e costuma ser visto no Mercado de São Pedro.
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Armas e eleições

Niterói teve 18 furtos por dia nos últimos três meses. Foto: Pixabay

A segurança voltou a aparecer como uma das principais preocupações do eleitor do estado do Rio. Os índices de roubos, furtos, assaltos à mão armada crescem – apesar de notadamente subnotificados, diante da descrença de que a Polícia possa recuperar carros, bicicletas, celulares ou mesmo fios roubados.

A proteção do cidadão deveria estar acima de divergências políticas, como ademais Saúde e Educação. Mas não é assim que funciona. E desde a eleição para as prefeituras,  em 2024, quando os candidatos Eduardo Paes venceu o ex-chefe da Polícia Federal, o bolsonarista Alexandre Ramagem (PL),  em seu próprio território, as disputas entre o governo do Estado e as prefeituras sobre o combate à violência aparecem no alto da disputa do poder.

O desempenho de Cláudio Castro, do PL de Bolsonaro, contribuiu para isto – tornado alvo das críticas até de seus próprios aliados. A segurança é tarefa do estado, mas o descontrole, o crescimento do tráfico e das milícias e o aumento da insegurança pública  transformaram o assunto em ‘espólio’ eleitoral. E a disputa levou os prefeitos do Rio, de Maricá e Belford Roxo, a defenderem a ideia de armar as Guardas Municipais, proposta controversa, que em Niterói foi afastada por plebiscito.

Paes deverá ser candidato ao Governo do estado. O PT de Whasington Quaquá provavelmente não terá candidato próprio, como na última eleição. Não é atoa que o prefeito de Maricá se antecipa e sugere o nome do ex-prefeito Fabiano Rocha para vice. Belford Roxo está na área de influência de Castro, mas também aprovou a guarda armada, esta semana.  O prefeito Márcio Canella é do União Brasil, que ensaia um descolamento do governo bolsonarista e talvez tenha candidato próprio.

Enquanto isto, o eleitor fica no meio do tiroteio.

 

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