Niterói por niterói

Melina Amaral

Jornalista niteroiense, atuou como repórter no GLOBO e na Globo.com. Com pós-graduação em Marketing e Gestão de Pessoas, esteve à frente do setor de Comunicação de escolas de Niterói. Apaixonada por fotografia, dá os seus cliques nas horas vagas.  É mãe do André e da Ana Carolina.
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(A)mor que (V)ale (O)uro

Avos_netos
Reprodução/RODNAE Productions

26 de julho, dia de celebrar o afeto…

 

Na equação da vida, some-se uma mãe a um pai, multiplique por dois e terás amor ao quadrado. Privilégio daqueles que têm a chance de conhecer e conviver com o seu quarteto fantástico (ou, pelo menos, com alguns de seus integrantes). Porque se os avós são mesmo “pais com açúcar” e os netos são “a sobremesa da vida”, nessa grande confeitaria chamada família, todos os lados saem ganhando com essa convivência. Fato cientificamente comprovado.

 

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Boston College, o convívio entre avós e netos tem papel-chave na saúde mental de ambos, diminuindo os casos de depressão e ansiedade, entre outros transtornos mentais, nas duas gerações. 

 

Já um estudo realizado a partir de dados da Berlin Aging Study mostrou que avós que cuidam de netos têm 37% menos risco de mortalidade do que pessoas da mesma faixa etária que não convivem com crianças, e também apresentam menores chances de sofrer com doenças cognitivas como o Alzheimer. 

 

Para os pequenos, segundo o estudo alemão, a proximidade emocional com os progenitores favorece as habilidades socioemocionais e contribui para a autoestima. Ao sentir-se amada e aceita, a criança ganha confiança e segurança sobre suas qualidades. Torna-se um adulto mais empático, respeitoso e até mesmo criativo.

 

Em 2014, a imagem de um avô segurando o guarda-chuva, em pleno campo de futebol, para proteger o netinho goleiro, viralizou na internet, pois ela reflete exatamente o que são os avós: uma mistura de carinho e zelo com pitadas de exagero. Avós são verdadeiros líderes de torcida quando o assunto são os netos, amenizam nossos erros, vibram com nossas conquistas e encorajam nossos mais ousados sonhos. Eles têm uma espécie de colo ajustável onde cabe qualquer tamanho de neto, uma lista infindável de histórias (por vezes repetidas, mas que ouvimos com entusiasmo) e uma despensa sempre cheia de tudo aquilo o que não se deve comer antes do almoço.

 

E engana-se quem pensa que os avós só servem para deseducar. Eles ensinam (e muito) por meio do acolhimento e do amor, com uma escuta paciente e respeitosa. E mesmo os que já viraram estrela, seguem ensinando com os exemplos e as boas lembranças que aqui deixaram. Vó e vô são (e sempre serão) porto seguro!

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