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Prêmio de ciclovia mais movimentada no Brasil: temos. A ciclovia da Avenida Marquês do Paraná, em Niterói, é a que possui a maior circulação de ciclistas do país. A pista supera a de avenidas movimentadas como a Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, que historicamente é reconhecida como a ciclovia mais utilizada do país. A Marquês do Paraná também ultrapassou a Avenida Roberto Silveira.
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Os dados são da empresa Eco-Counter Brasil, responsável pelo monitoramento e contagem de ciclistas e pedestres nas principais ciclovias do país.
Inaugurada em 2024, a ciclovia da Marques do Paraná, via que liga o bairro de Icaraí ao Centro da cidade, registrou a passagem de 1.526.807 ciclistas, entre os dias 24 de março de 2024 e 24 de março desse ano.
No mesmo período, a Av. Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, contabilizou 1.192.711 usuários. São cerca de 330 mil ciclistas a menos do que o total registrado na ciclovia niteroiense.
Segunda ciclovia mais movimentada do país de acordo com o estudo, a Avenida Roberto Silveira, no mesmo período analisado teve 1.474.104 ciclistas.
Fáceis de estacionar, boas para o meio ambiente e para a saúde física — e mental —, as bicicletas têm ganhado cada vez mais espaço na vida das pessoas.
A extensão de ciclovias e a implantação da Nitbike tem colaborado para isso. Quem já gostava de pedalar, passou a se sentir mais estimulado em aderir às bicicletas na rotina para um estilo de vida mais saudável.
As bicicletas viraram meio não só de ir ao trabalho, à faculdade, mas também para fazer passeios e desbravar lugares e diferentes vistas.
O A Seguir conversou com Presidente da Associação de Ciclistas do Estado do Rio, morador de Niterói e fundador do Amazonas Bike, Claudio Santos para falar sobre o uso da bicicleta na cidade, as tendências de lazer e saúde e sobre os perigos de roubos e cuidados que devem ser adotados.
Na área esportiva cresceu muito o ciclismo, como forma de lazer no fim de semana, para passear com a família, para ir para a Região Oceânica, que cresceu muito após a construção do Túnel Charitas-Cafubá, para ir à praia, e, claro, para fazer exercício.
A vantagem da bicicleta – e por isso os médicos indicam muito – é que ela não tem impacto, como a corrida e a caminhada. O impacto detona o joelho e as articulações, o calcanhar, a canela, os pés. E com isso, você pode fazer longos passeios sem desenvolver esses problemas.
Na verdade, os médicos indicam a bicicleta como fisioterapia para os joelhos porque fortalece a musculatura envolta do joelho.
Para Claudio Santos, a bicicleta cresceu muito em Niterói porque deram ferramentas para que as pessoas pudessem usar a bicicleta da forma ideal. A segurança aumentou muito, as ciclovias, os bicicletários, as bicicletas compartilhadas.
As pessoas perceberam que nos centros urbanos com uma densidade absurda de população e trânsito caótico, você consegue ir de um ponto até outro de bicicleta mais rápido que de carro às vezes. E ainda há a possibilidade de curtir mais a viagem sem se preocupar com engarrafamento e ainda, de quebra, fazer um exercício. Sem falar no custo do combustível.
Antes muita gente andava de carro. Agora algumas dessas pessoas estão optando por usar a bicicleta como meio de locomoção porque experimentaram e gostaram. A entrevista na íntegra pode ser acessada no link.
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